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Interior

Falso crime: homem "deu perdido" na esposa e inventou sequestro relâmpago

Depois de programa, investigados teriam aplicado golpe em homem que perdeu dinheiro e mentiu à polícia para esconder adultério

Por Guilherme Correia | 26/03/2020 06:45
O caso foi investigado pelo Setor de Investigações Gerais, da Polícia Civíl de Três Lagoas (Foto: Divulgação)
O caso foi investigado pelo Setor de Investigações Gerais, da Polícia Civíl de Três Lagoas (Foto: Divulgação)


Foi esclarecido, nesta quinta-feira (25), por investigadores do SIG (Setor de Investigações Gerais)  de Três Lagoas, que suposto crime de sequestro relâmpago, nas proximidades de um hotel na BR-262, há duas semanas atrás, era na verdade um sequestro forjado pela própria vítima, para que não se comprometesse na relação com a esposa.

No dia do suposto crime, a vítima, operador de guindaste de 33 anos, informou à polícia que foi abordado próximo ao hotel onde se hospedava, por duas pessoas desconhecidas, num veículo preto. Segundo ele, após ser sequestrado, foi mantido em cárcere privado e obrigado a entregar seu cartão bancário com senha para os bandidos, que gastaram o dinheiro em comércios no bairro Guanabara.

Investigação - A Polícia Civil foi até alguns pontos onde o cartão foi utilizado e descobriu-se que a suposta vítima de sequestro, na verdade tinha ido para um motel junto a uma acompanhante de 42 anos, onde teriam feito uso de "crack".

No motel, a mulher entrou em contato com um comparsa de 47 anos e armou um plano para o operador de guindaste. Na saída, o casal foi rendido pelo homem, e a mulher alegou que não tinha recebido pelo valor do programa - foi quando a vítima foi forçada a entregar o cartão e senha, o que possibilitou que o casal suspeito fizesse gastos no comércio no Bairro Guanabara.

Os investigados foram levados a sede da SIG para prestar esclarecimentos e ambos negaram conduta criminosa, e que tiveram anuência da vítima. A polícia acredita que outras vítimas forem feitas com o mesmo golpe.

Confissão - Em suas declarações, a suposta vítima alegou que não falou a verdade à polícia por ser casado. Diante os fatos, foi instaurado inquérito policial e ao final, remetido à Justiça.