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Campo Grande, Sábado, 24 de Agosto de 2019

19/03/2019 09:00

Ferido a tiros de fuzil, sobrevivente usou celular para chamar a mãe

Everson Escobar Mereles mandou áudio para um amigo enquanto ainda estava dentro de caminhonete, fuzilada na noite de ontem em Ponta Porã; um piloto do tráfico morreu

Helio de Freitas, de Dourados
Policiais ao lado de caminhonete blindada, atacada a tiros ontem em Ponta Porã; um morreu e outro ficou ferido (Foto: Porã News)Policiais ao lado de caminhonete blindada, atacada a tiros ontem em Ponta Porã; um morreu e outro ficou ferido (Foto: Porã News)

Sobrevivente do atentado a tiros de fuzil na noite de ontem (18) em Ponta Porã, o paraguaio Everson Escobar Mereles usou o celular quando ainda estava na caminhonete crivada de balas para mandar um áudio a um amigo pedindo para chamar a mãe.

“Está me escutando, Márcio? Levei um monte de tiro com o Enrique na frente do apartamento dele aqui no Brasil. Tem como você avisar o Maraca pra ele vir e trazer minha mãe, por favor? dentro do blindado ainda, muito mal, Márcio”, afirmou Mereles, logo após o atentado.

O também paraguaio Jorge Enrique Fernández, 29, morreu no ataque. A polícia suspeita o objetivo dos pistoleiros era executar Jorge Enrique, apontado como piloto do tráfico e ligado ao narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenez Pavão, atualmente recolhido no Presídio Federal de Mossoró (RN).

Morador em Coronel Sapucaia, outra cidade sul-mato-grossense separada apenas por uma rua do território paraguaio, Everson Mereles dirigia a caminhonete Toyota Hilux prata com placa de Ponta Porã e tinha acabado de estacionar em frente ao condomínio Itacolomi, na Avenida Brasil, a principal de Ponta Porã.

Morador no condomínio, Jorge Enrique estava no banco do carona e chegava em casa quando os pistoleiros apareceram e dispararam pelo menos 50 tiros de fuzil calibre 7,62 nas laterais e traseira da caminhonete.

A Hilux era blindada, mas a blindagem não foi suficiente para segurar os tiros de fuzil 7,62, considerado um dos mais letais do mundo. Uma fonte revelou ao Campo Grande News que só os barões da droga na fronteira usam carros com blindagem capaz de suportar tiros de 7,62.

O utilitário esportivo do lendário traficante Jorge Rafaat Toumani tinha blindagem com essa capacidade, mas a proteção não salvou sua vida. Em 15 de junho de 2016, bandidos brasileiros usaram uma metralhadora calibre 50 para executá-lo no centro de Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã.

Everson Mereles continua internado no Hospital Regional de Ponta Porã. Ele passou por cirurgia durante a madrugada. O carro usado pelos pistoleiros, um Volkswagen Jetta, foi encontrado em chamas na manhã de hoje na colônia Cerro Coraí, a 7 km do centro de Pedro Juan.

Ouça abaixo o áudio enviado pela vítima e veja mais imagens do local do atentado:

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