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Interior

Gaeco cumpre 76 mandados contra esquema de corrupção em contratos de 9 milhões

Alvos estão em Campo Grande e mais 4 cidades e Justiça determinou afastamento de 5 servidores

Por Silvia Frias | 10/02/2026 10:38
Gaeco cumpre 76 mandados contra esquema de corrupção em contratos de 9 milhões
Viatura do Choque, em apoio ao MPMS durante cumprimento de mandados na Operação Carta Marcadas (Foto: Marcos Maluf)

Operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos cumpre 46 mandados de busca e apreensão, 5 mandados de afastamento de cargos públicos, 3 de suspensão de contratos vigentes e 22 de proibição de contratar com o Poder Público. A ação investiga esquema de corrupção em licitações em contratos firmados nos últimos três anos e que somam R$ 9 milhões.

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagrou a Operação Cartas Marcadas em cinco municípios do estado, cumprindo 46 mandados de busca e apreensão. A ação investiga esquema de corrupção em licitações que movimentou R$ 9 milhões nos últimos três anos. A investigação revelou uma organização criminosa liderada por agentes políticos que, com auxílio de servidores públicos corrompidos, fraudava licitações em Corguinho e Rio Negro. O esquema incluía desde compras diretas irregulares até contratação de obras públicas sem formalização contratual.

Um dos servidores afastados é de Rio Negro, segundo o prefeito daquele município, Henrique Mitsuo Vargas Ezoe (PL). "A determinação já foi cumprida", informou ao Campo Grande News, acrescentando que também já havia suspendido um dos contratos invertigados na operação.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a Operação Cartas Marcadas investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administraçãopública, instalada nos municípios de Corguinho e de Rio Negro, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por agentes políticos que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso.

A organização criminosa se valia de servidores públicos corrompidos para frustrar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames. Entre as ações ilegais listadas, compras diretas para aquisição de materiais de expediente, mediante dispensas indevidamente manipuladas, até a contratação de empresas para a execução de obras pública antes mesmo da formalização contratual.

Gaeco cumpre 76 mandados contra esquema de corrupção em contratos de 9 milhões
Policial cumpre mandado em empresa de Terenos (Foto: Marcos Maluf)

O MPMS obteve informações que embasaram esta ação a partir de provas obtidas de conteúdo extraído de alguns telefones celulares apreendidos nas Operações Turn Off e Malebolge, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até os agentes políticos que dirigiam o esquema.

A operação contou com apoio operacional do Bope (Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais).

O nome da operação decorre de jogo previamente manipulado, em que o desfecho é conhecido antes mesmo do início. No caso, as contratações sob apuração foram direcionadas de antemão às empresas investigadas, por meio de ajustes espúrios, para conferir aparência de lisura a uma escolha que já estava determinada.

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