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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

02/10/2019 10:46

Greve de dois dias deixa 20 mil alunos sem aula na 2ª maior cidade de MS

Maioria das escolas abriu as portas hoje em Dourados, mas apenas a secretaria funciona; professores fazem ato no centro

Helio de Freitas, de Dourados
Educadores de Dourados durante ato nesta quarta-feira na Praça Antônio João (Foto: Divulgação)Educadores de Dourados durante ato nesta quarta-feira na Praça Antônio João (Foto: Divulgação)

Pelo menos 20 mil estudantes perderão dois dias de aula em Dourados, a 233 km de Campo Grande, por causa da greve deflagrada hoje (2) em Mato Grosso do Sul pelos professores da Rede Estadual de Ensino.

Ainda não foi feito balanço da adesão da greve em Dourados, mas de acordo com a assessoria do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), a maioria das escolas aderiu à greve que segue até esta quinta-feira (3).

As cinco maiores estão com todas as aulas suspensas, entre elas a Presidente Vargas, outras aderiram parcialmente, mas algumas funcionam normalmente, segundo o sindicato. Entre as que não aderiram estão Celso Muller do Amaral, Maria da Glória e Tancredo Neves. A Secretaria Estadual de Educação informou que ainda não tem o balanço de quantas escolas estão sem aula por causa da greve.

Nesta manhã, os professores fazem manifestação no centro da cidade e nos bairros. A concentração começou às 8h na Praça Antônio João, onde ocorre panfletagem. Amanhã (3), os educadores douradenses participam do ato regional em Campo Grande.

De acordo com o Simted, a categoria cobra do Governo do Estado a realização de concurso público, isonomia salarial entre convocados e efetivos, eleições diretas para diretores, chamada do concurso para administrativos e professores, política salarial para administrativos e a “não militarização das escolas públicas”.

“A rede estadual possui mais de nove mil professores convocados e temporários, o que demonstra ser urgente a realização de um concurso público. É urgente também a chamada de concursados administrativos, pela falta de 1.200 trabalhadores (merenda, limpeza, inspeção entre outros cargos e funções)”, afirma o sindicato.

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