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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

18/03/2016 07:40

Indígena é baleado nas costas e grupo faz ciclista refém em aldeia

Renata Volpe Haddad

Fabrício Chaves Dal Lago Rodrigues, 46, foi feito refém por cerca de 60 índios, no início da noite de ontem (17) na reserva indígena Jaguapiru, em Dourados, distante 233 km de Campo Grande.

Segundo registro policial, o delegado Sandro Marcio Pereira, entrou na reserva indígena para libertar a vítima, mas os índios o impediram, então resolveu sair e procurar ajuda da Polícia Militar.

Ao chegarem no local, os policiais foram recebidos por aproximadamente 50 índios, entre homens, mulheres e crianças, sendo que a grande maioria estava armado com foices, facas, facões e rojões. Os indígenas estavam escondidos dentro do mato, as margens de uma estrada vicinal entre a aldeia indígena Jaguapiru e a Fazenda Cristal, que é uma área invadida.

Em conversa com os policiais, o indígena Claudemir Feliciano Morales, contou que estava junto com Jonemar de Ramos Machado, 38, e em dado momento ouviu um disparo de arma de fogo e Jonemar foi atingido nas costas. Claudemir conta que não sabe de onde partiu o disparo e a vítima foi encaminhada por outro índios para o Hospital da Vida, onde permanece sob cuidados médicos.

Logo após o acontecimento, Fabrício estava andando de bicicleta pelas estradas vicinais da aldeia, quando os indígenas resolveram segurar o homem por tempo indeterminado.

Diante do caso, a Polícia Federal foi contatada por telefone para tomar a medidas cabíveis. Porém, a Força Tática que estava no local, iniciou uma negociação com os indígenas para libertar Fabrício, que durou 45 minutos, até que o homem foi solto.

Fabrício não tinha nenhuma lesão e deixou o local na companhia do delegado Sandro. Ainda conforme registro policial, não foi possível identificar os responsáveis pelo cárcere privado, devido ao grande número de indígenas e clima tenso no local.

Os índios estavam ameaçando invadir a sede da Fazenda Cristal e fazer justiça com as próprias mãos, caso nenhuma providência fosse tomada, sendo que Jonemar foi o segundo indígena baleado em uma semana.

Fabrício relatou à polícia que não sabe porque foi vítima de cárcere privado, sendo que estava andando pelo local de bicicleta, mas não sabia da situação de clima tenso entre indígenas e fazendeiros. Ele contou ainda que foi obrigado a sentar no chão e fazer um vídeo relatando o que estava ocorrendo, dizendo que só seria libertado com a presença da Polícia Federal.

O caso foi registrado da Delegacia de Polícia Civil de Dourados, como sequestro e cárcere privado.



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