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Campo Grande, Sábado, 18 de Novembro de 2017

18/12/2014 11:52

Indígenas se reúnem na sede da Funai e pedem investigação de mortes

Caroline Maldonado
Indígenas se reuniram com dirigentes da Funai para pedir providências (Foto: Marcelo Calazans)Indígenas se reuniram com dirigentes da Funai para pedir providências (Foto: Marcelo Calazans)

Amigos e parentes de indígenas kadiwéu assassinados na quinta-feira (11), na aldeia Alves de Barros, em Porto Murtinho, a 431 quilômetros de Campo Grande, se reuniram hoje (18) na sede da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Campo Grande. Eles protocolaram pedido para que o órgão investigue o caso, junto ao MPF (Ministério Público Federal).

No mesmo dia, morreram baleados o ex-cacique Ademir Matchua, 42 anos e Orácio Ferraz, 26 anos. Os parentes do ex-cacique acreditam que as mortes foram provocadas por dois servidores da Funai. Segundo o sobrinho de Ademir, Lourival Matchua, os funcionários promoviam reuniões para escolher lideranças sem o consentimento dos moradores da aldeia, gerando clima de rivalidade.

“Nossa aldeia nunca teve esse tipo de coisa, sempre foi tranquila. O Ademir deixou o cargo pacificamente há alguns meses e não tinha motivo para rivalidade, mas esses servidores que fizeram isso”, Lourival. Os moradores da aldeia desconfiam ainda que um dos servidores tenha sido motivado a matar Ademir a mando de algum fazendeiro, mas os parentes da vítima preferem não especular para evitar clima de tensão na comunidade e pedem apenas que a Funai investigue o caso para que os culpados sejam punidos.

De acordo com o Lourival, os dois servidores apontados pela família como culpados pelas mortes não estão mais trabalhando no CTL (Coordenação Técnica Local) da Funai em Bonito, que permanece fechado há cerca de um mês.

A mobilização dos parentes sensibilizou indígenas de outras comunidades, que compareceram nesta manhã na Funai. Entre eles, o cacique da aldeia Aldeinha, Enéias Campos da Silva, que prestou apoio a mobilização, pedindo que órgão tome providências. “A Funai é muito cobrada, porque ela existe para apoiar os indígenas. Para os parentes fica aquela ferida e em toda a comunidade é difícil apaziguar o clima, porque ninguém quer perder um familiar dessa forma”, comentou Enéias.

Os indígenas participam de reunião nesta manhã com dirigentes da Funai, entre eles o coordenador regional substituto, Evair Borges. Não foi permitido, pelo órgão, que a imprensa acompanhasse o encontro. A Funai informou que dará informações sobre o caso, posteriormente.

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