Jovens foram torturadas por 5 horas antes de serem mortas e queimadas
Execução de Ellen e VItória foi transmistida ao vivo por membros facção criminosa

Antes de serem mortas e parcialmente queimadas, Ellen Vitória Moreira da Cruz e Vitória Gabriely Souza Cordeiro foram mantidas em cárcere e torturadas por cerca de 5 horas, na madrugada de quarta-feira (23), em Rochedo, a 83 quilômetros de Campo Grande. O crime aconteceu em uma casa na Avenida Evangelina Vieira. Dois suspeitos foram presos e um terceiro morto ao reagir a abordagem da polícia.
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Conforme o boletim de ocorrência, a invasão na residência onde as vítimas estavam aconteceu por volta das 3h, logo após três conhecidos das jovens deixarem o local. Dois homens encapuzados, armados com facas e usando luvas, pularam o muro da residência e renderam um rapaz que estava com Ellen e Vitória. As duas garotas foram então trancadas no quarto.
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Durante o restante da madrugada, a dupla submeteu as vítimas a agressões e tortura até que, por volta das 8h, as duas foram mortas a facadas. Antes de fugir levando os celulares das jovens e da testemunha, os suspeitos atearam fogo no quarto e nos corpos de Ellen e Vitória.
Ainda segundo o registro policial, no local, a perícia apreendeu resquícios de substância análoga a drogas, balança de precisão e documentos. As investigações indicam que os executores procuravam especificamente por Ellen Vitoria. A análise preliminar também indica que as vítimas tentaram lutar contra os executores.
Transmissão - Segundo informações apuradas pelo Campo Grande News, a execução das vítimas foi transmitida ao vivo para integrantes da facção criminosa que ordenou os assassinatos.
O jornal confirmou a existência de vídeo. Na mídia recebida, é possível observar os corpos já carbonizados, em um dos quartos da residência usada como local do crime. A reportagem, no entanto, não irá reproduzir as imagens devido à brutalidade do material.
A polícia agora trabalha para esclarecer a participação de cada um e identificar a cadeia de comando por trás do crime. O caso é investigado como duplo homicídio qualificado.

