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Interior

Juiz manda soltar corretor e PM acusados de sequestrar agente

Caso ocorreu no dia 9 deste mês em Dourados; além de pagar fiança de R$ 1.874, acusados não poderão se aproximar das vítimas

Por Helio de Freitas, de Dourados | 19/07/2017 10:17
Corretor ficou nove dias preso em uma cela na 1ª Delegacia de Polícia (Foto: Arquivo)
Corretor ficou nove dias preso em uma cela na 1ª Delegacia de Polícia (Foto: Arquivo)

O policial militar Juliano Silveira Pinto, 34, e o sogro dele, o corretor de imóveis Claudenir Ricci, 63, presos no dia 9 deste mês acusados de ameaçar, sequestrar e manter dois homens em cárcere privado em Dourados, a 233 km de Campo Grande, ganharam a liberdade.

A história tem como vítimas o agente de viagens Andrews Crislley de Carvalho Reis, 30. Andrews vendeu passagens aéreas por R$ 2.500 para Claudenir há seis meses, mas não emitido os bilhetes. Para receber as passagens, Claudenir e o PM teriam sequestrado os dois homens.

Após decretar a prisão preventiva na audiência de custódia realizada no dia seguinte ao flagrante, o juiz César de Souza Lima aceitou o argumento da defesa de que os dois não têm antecedentes, possuem endereço fixo e atividades lícitas e concedeu a liberdade provisória a Juliano e Claudenir.

O juiz arbitrou fiança de dois salários mínimos – R$ 1.874 – para cada um dos acusados e determinou que eles não mantivessem contato com as vítimas e permaneçam deles a uma distância mínima de 150 metros. Também não poderão sair do Estado sem autorização judicial.

A liberdade provisória foi concedida no dia 12, mas o alvará de soltura de Claudenir Ricci só foi cumprido ontem, conforme informação do sistema de consulta processual do site do Tribunal de Justiça. Ele passou oito dias preso em uma cela da 1ª Delegacia de Polícia, na Rua Cuiabá.

O policial militar Juliano Silveira foi levado no dia da prisão para o 3º Batalhão da PM. No site do TJMS não consta se o alvará de soltura dele já foi cumprido. A assessoria de imprensa da PM também não se manifestou.

Sequestro na rua - Juliano e Claudenir foram flagrados por uma equipe do Getam (Grupo Especializado Tático Motorizado) quando mantinham Andrews Reis e Willian Albuquerque em cárcere privado no apartamento do corretor, localizado no condomínio Maxwell.

O crime ocorreu na Vila Toscana, na região oeste da cidade. Por volta de 18h30 de domingo, 9, a Polícia Militar foi informada que Lucas e Andrews tinham sido colocados sob a mira de armas por dois homens e obrigados a entrar em um veículo.

Uma equipe do Getam foi ao local da denúncia e os policiais informados por uma vizinha de Andrews Crislley que ele e o funcionário tinham sido colocados no carro e levados para local desconhecido.

Por volta de 23h30, a PM recebeu uma ligação de Evelyn Gomes, mulher de Andrews. Ela disse que o marido e Lucas estavam sendo mantidos em cárcere privado no apartamento 5 do residencial Maxwell, da Rua Ciro Melo, região central da cidade.

Uma equipe da PM foi ao local e encontrou os dois homens na companhia do policial Juliano e de Claudenir Ricci. Inicialmente, Andrews e Lucas informaram que “tudo estava bem”, mas os policiais notaram que os dois estavam nervosos.

Andrews e Lucas foram retirados do apartamento, e longe de Juliano, Andrews confirmou que o PM, de posse de uma pistola, tentou agredi-lo por duas vezes em frente de sua residência na Vila Toscana, antes de serem colocados no carro.

Andrews e Lucas contaram que foram levados ao residencial Maxwell por Claudenir Ricci e por outro policial, de nome Eduardo. Juliano acompanhou atrás, de moto.

Por diversas vezes, Juliano teria dito que as supostas vítimas só sairiam do local se resolvessem a emissão das passagens. Quando a Getam já estava no apartamento, a mulher de Andrews foi ao condomínio e informou que as passagens teriam sido emitidas naquele momento.

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