Júri condena homem a 49 anos de prisão por atirar na ex e matar o amigo dela
Luan Gondim de Souza foi detido na saída da cidade com a arma do crime e confessou ter atirado nas vítimas

O Tribunal do Júri de Dourados condenou a 49 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão o Luan Gondim de Souza acusado de atirar contra a ex-companheira e matar o amigo dela dentro de um estabelecimento comercial no município. A pena será cumprida em regime inicial fechado. A decisão acolheu integralmente a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e determinou o cumprimento imediato da sentença, sem direito de recorrer em liberdade.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Conforme divulgado na época, as vítimas estavam no bar localizado na Rua Balbina de Matos com a Rua Ponta Porã, ponto de encontro de jovens e estudantes que frequentam universidades da região, por volta das 20h do dia 22 de janeiro daquele ano, quando o autor chegou e efetuou os disparos.
- Leia Também
- Homem que atirou na ex e matou amigo dela é preso na madrugada
- Jovem de 24 anos é assassinado e mulher baleada em bar
Vanderson Raynan Ferreira da Silva morreu na hora, e a mulher ficou gravemente ferida, sobrevivendo após atendimento médico. As investigações apontaram que o ataque foi motivado por sentimento de posse no contexto de violência doméstica.
Luan estava armado com uma pistola calibre 9 milímetros e deixou o local em uma motocicleta. A jovem foi atingida por seis disparos nas costas e no ombro. O rapaz acabou sendo preso no dia seguinte na saída da cidade. Ele estava com a arma e confessou o crime.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu as teses apresentadas pela 14ª Promotoria de Justiça de Dourados. O réu foi condenado por homicídio qualificado (por motivo torpe, perigo comum, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito), tentativa de feminicídio qualificado e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Além da condenação criminal, a sentença fixou pagamento de indenização mínima por danos morais: R$ 20 mil aos familiares do homem morto e R$ 10 mil à vítima sobrevivente. Com a determinação de execução imediata da pena, o réu permanece preso.
Outro assassinato
Em abril de 2022, Luan havia assassinado outro desafeto, Jhonatan de Souza Quevedo, 19, durante briga no meio da rua, no Residencial Estrela Porã. “Jhonatan B”, como era conhecido, foi morto com três tiros.
Uma semana depois, Luan se apresentou à polícia e confessou a morte de Jhonatan, alegando ter agido em legítima defesa. Com prisão decretada, ele permaneceu recolhido. Em maio de 2024, foi julgado e condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto.
Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

