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Interior

Laudo definitivo da PF confirma que madeira apreendida não tinha cocaína

Carga segue retida no Porto Seco, em Corumbá, aguardando liberação da Receita Federal

Por Clara Farias | 10/08/2026 14:59
Laudo definitivo da PF confirma que madeira apreendida não tinha cocaína
Caminhões com carga de madeira apreendidos pela Receita Federal após suspeita de tráfico internacional de cocaína, em junho deste ano, em Corumbá (Foto: Divulgação)

O último laudo da Polícia Federal, emitido pelo Instituto Nacional de Criminalística, sobre as cargas de madeira apreendidas em Corumbá, a 430 quilômetros de Campo Grande, confirmou que não havia cocaína no material analisado. O documento, elaborado em agosto e encaminhado nesta segunda-feira (10) ao MPF (Ministério Público Federal), reúne os resultados de quatro exames periciais que tiveram resultado negativo para a presença da droga. A carga de madeira continua apreendida no Porto Seco de Corumbá, a cerca de 430 quilômetros de Campo Grande, aguardando a liberação da Receita Federal.

RESUMO

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Laudo do Instituto Nacional de Criminalística confirmou que não havia cocaína nas cargas de madeira apreendidas em Corumbá, em junho. O documento, encaminhado ao Ministério Público Federal, reúne quatro exames periciais com resultado negativo. A Receita Federal havia classificado a apreensão de 260 toneladas como a maior já registrada. A Polícia Federal investiga a origem da informação que gerou a suspeita.

Entre os materiais analisados estavam fragmentos de madeira e serragem. Em um dos exames, referente a um dos caminhões, foram encaminhadas cinco amostras de serragem e cinco de fragmentos de madeira para análise. O laudo concluiu que os exames realizados em todas as amostras resultaram negativos para cocaína, assim como para qualquer outra substância de interesse forense com as técnicas empregadas.

A documentação agora anexada ao processo reforça a conclusão já apontada pelos exames preliminares: não foi encontrada cocaína nas amostras retiradas das cargas investigadas. Os quatro laudos foram produzidos em datas diferentes. O exame referente a um caminhão foi elaborado em 30 de julho, enquanto o outro foi produzido em 6 de agosto.

Laudo definitivo da PF confirma que madeira apreendida não tinha cocaína
Trecho do documento encaminhado ao Ministério Público Federal afirmando que não encontraram cocaína em nenhuma das amostras (Foto: Reprodução/Laudo Insituto Nacional de Criminalística)

O documento encaminhado ao MPF (Ministério Público Federal), por sua vez, foi assinado eletronicamente em 10 de agosto. Nele, a perícia reúne as conclusões dos exames e registra que as amostras analisadas não apresentaram cocaína nem outras substâncias de interesse forense.

Este é o quarto resultado negativo na saga das madeiras apreendidas. O primeiro foi o teste realizado em campo, com o reagente de Scott, que apresentou coloração compatível com a presença de cocaína. Em seguida, veio a análise da polícia boliviana, também com resultado negativo. Posteriormente, um laudo da Polícia Federal apontou que as amostras analisadas não apresentavam cocaína. Agora, o quarto e último laudo da perícia federal reforça a mesma conclusão: não havia droga nas cargas de madeira.

Laudo definitivo da PF confirma que madeira apreendida não tinha cocaína
Amostras de madeira que foram enviadas para testagem no Instituto Nacional de Criminalístic em Brasília (Foto: Reprodução/Laudo PF)

Caso - Em 21 de junho, a Receita Federal divulgou nota informando a apreensão de 260 toneladas de madeira com suspeita de contaminação por cocaína, em uma operação realizada em Corumbá (MS) e Cáceres (MT). Na ocasião, o órgão classificou a ação como a "maior apreensão" de cocaína já registrada. Segundo a Receita, a droga estaria impregnada na madeira em estado líquido, utilizada como selante, e a apreensão foi resultado de um intercâmbio de informações entre autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Bolívia.

No início de julho, o Campo Grande News revelou que os testes realizados pela Polícia Federal no dia da apreensão e pela polícia boliviana, tanto na data da ocorrência quanto no início daquele mês, apresentaram resultado negativo para a presença de cocaína. Dias depois, o laudo pericial definitivo da Polícia Federal, elaborado a partir das amostras enviadas para Brasília, confirmou a ausência do entorpecente.

Após a conclusão do laudo, a Polícia Federal instaurou investigação para apurar a origem da informação que levou à suspeita de que a carga de madeira estaria impregnada com cocaína.

O Campo Grande News procurou a Receita Federal e aguarda um posicionamento.