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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

31/08/2017 14:07

Ministro do STF manda Polícia Federal investigar contas de Geraldo Resende

Diligências foram requeridas pela Procuradoria-Geral da República no inquérito que investiga pagamentos ilegais a deputado tucano em escândalo de corrupção; deputado se diz tranquilo sobre denúncia

Helio de Freitas, de Dourados
Geraldo Resende é alvo de investigação por ter sido citado na Operação Uragano, em 2010 (Foto: Arquivo)Geraldo Resende é alvo de investigação por ter sido citado na Operação Uragano, em 2010 (Foto: Arquivo)

O ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou a Polícia Federal fazer novas diligências requeridas pela Procuradoria-Geral da República em contas bancárias do deputado federal Geraldo Resende (PSDB/MS).

O despacho foi feito no dia 25 deste mês dentro do inquérito que investiga suposto envolvimento do deputado douradense no escândalo de corrupção desvendado pela Operação Uragano, em 2010. Nesta quarta-feira (30), o caso foi colocado em segredo de Justiça, mas o inquérito continua aberto para consulta no site do STF.

A investigação contra Geraldo Resende começou em 2011, ano seguinte à Operação Uragano, que derrubou a cúpula da política douradense por corrupção. O congressista tucano foi acusado pelo ex-secretário de Governo de Dourados, Eleandro Passaia, de receber propina em forma de comissão das emendas destinadas a obras na cidade.

Inicialmente o inquérito envolvia também o então deputado Marçal Filho, mas em 2015, a denúncia contra ele foi remetida à Justiça Federal em Dourados, já que Marçal não conseguiu se reeleger em 2014. Atualmente o radialista é vereador pelo PSDB.

“Tranquilo” – Ao Campo Grande News, Geraldo Resende afirmou hoje (31) que a medida adotada por Marco Aurélio no dia 25 é uma “movimentação corriqueira” do inquérito e se fiz “absolutamente tranquilo” sobre o caso.

“Não tem fato novo. Eles pediram de novo aquilo que já pediram há seis anos e eu voluntariamente levei lá. A Procuradoria-Geral da República está perdida, tentando de alguma forma achar algo de ilícito na minha atividade política. É uma mera repetição de pedidos feitos anteriormente pela PGR”, afirmou.

Geraldo disse ainda que os próprios bancos já teriam remetido os dados requeridos, já que seu sigilo bancário foi quebrado anteriormente. “São seis anos de um inquérito que eu sequer fui ouvido. Tenho certeza que ao final, aquilo que eu disse no dia que meu nome foi arrolado pelo Passaia vai acontecer e terei um atestado de idoneidade moral e de conduta ilibada na atividade política”.

O deputado tucano diz ser o único agente político citado pelo delator da Operação Uragano que teve “coragem” de processar o ex-secretário de Governo e ganhou R$ 10 mil de indenização. “Ele recorreu ao TJ, mas perdeu na primeira instância e tem que me indenizar por calúnia, injúria e difamação”.

Geraldo Resende voltou a afirmar que nunca conversou sobre liberação de emendas com o então prefeito de Dourados, Ari Artuzi (morto em 2013). “Todo mundo sabia que éramos declaradamente inimigos”.

O inquérito – Em novembro do ano passado, Marco Aurélio já tinha determinado que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil fornecessem informações sobre as movimentações de contas bancárias de Geraldo Resende, para apurar origem recursos depositados em favor do político douradense.

Conforme dados fornecidos por instituições financeiras a pedido Procuradoria-Geral da República, do montante de R$ 166,3 mil depositados na conta de Geraldo Resende, foram identificados os autores de transações somando R$ 121,8 mil, não tendo sido especificados os depositantes de R$ 44,5 mil.

Relatório da Procuradoria-Geral enviado ao STF aponta a existência de empenhos e ordens bancárias referentes a emendas para projetos viabilizados por Geraldo em favor do município de Dourados, entre 2007 e 2010, num total de R$ 3 milhões.

Ainda conforme a PGR, de 2008 a 2010, no mesmo período em que foram liberadas as ordens bancárias beneficiando o município de Dourados, Geraldo Resende recebeu em contas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal o montante de R$ 132,3 mil. O único identificado, segundo o inquérito, foi um depósito em dinheiro feito pelo titular, em 8 de janeiro de 2008, no valor de R$ 24 mil.




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