Monitorado por tornozeleira eletrônica, jovem é morto a tiros em Maracaju
Suspeita de que o crime esteja relacionado ao envolvimento da vítima com o tráfico de drogas

Luiz Otávio dos Santos, de 20 anos, foi morto a tiros na noite desta terça-feira (28), na esquina das ruas Luiz Porto Soares e Quintino Bocaiuva, no Bairro Ema Rigo, em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande.
RESUMO
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Luiz Otávio dos Santos, de 20 anos, foi morto a tiros na noite de terça-feira em Maracaju, a 159 km de Campo Grande. A vítima usava tornozeleira eletrônica e não resistiu aos ferimentos mesmo após ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros. Nas redes sociais, o jovem fazia referências ao tráfico de drogas e ao crime de roubo. A polícia investiga se o assassinato está ligado ao envolvimento da vítima com o tráfico.
A vítima usava tornozeleira eletrônica. Luiz Otávio chegou a ser socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Soriano Corrêa, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou o rapaz com várias perfurações pelo corpo.
Uma testemunha relatou que um carro prata parou no endereço. Três suspeitos desembarcaram, enquanto o motorista permaneceu no veículo. Sem dizer nada, os homens efetuaram vários disparos contra a vítima e fugiram em alta velocidade.
A testemunha afirmou não ter reconhecido os autores.
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais constataram que a testemunha, um homem de 18 anos, natural de Aparecida do Taboado, possuía mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas, sendo o mandado cumprido pela equipe policial.
De acordo com a polícia, a vítima fazia uso de tornozeleira eletrônica por determinação judicial relacionada a processo por tráfico de drogas e possuía antecedentes policiais por diversos delitos, entre eles estupro de vulnerável, além de outros registros criminais.
O local foi isolado para os trabalhos da perícia, que constatou a presença de cápsulas de munição calibre 9 mm. Após os procedimentos periciais, o boletim de ocorrência foi confeccionado e encaminhado à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações para identificação dos autores, apuração da motivação e demais circunstâncias do fato.
Nas redes sociais, o jovem utilizava o nome “Magrinho do 33”. O número fazia referência ao artigo 33 da Lei de Drogas, que trata do crime de tráfico de entorpecentes.
Cerca de 19 horas antes de ser assassinado, Luiz Otávio publicou uma foto acompanhada da música “Eu Sou 157”, do grupo Racionais MC’s. Na postagem, destacou o verso “Hoje eu sou ladrão, artigo 157”, em referência ao artigo 157 do Código Penal, que tipifica o crime de roubo.
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