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Interior

Motoristas fazem ziguezague para evitar buracos que tomam conta das ruas

Serviço de tapa-buraco está parado há meses e ainda não foi retomado pela nova administração; única obra em andamento é recapeamento de avenida, feita pelo governo do Estado

Por Helio de Freitas, de Dourados | 23/01/2017 15:54
Carros desviam de buraco na Rua Pureza Carneiro Alves, no Jardim Água Boa (Foto: Helio de Freitas)
Carros desviam de buraco na Rua Pureza Carneiro Alves, no Jardim Água Boa (Foto: Helio de Freitas)
Buracos em trecho da Rua Camilo Hermelindo da Silva, na área central (Foto: Helio de Freitas)
Buracos em trecho da Rua Camilo Hermelindo da Silva, na área central (Foto: Helio de Freitas)
Motoristas fazem ziguezague para evitar buracos que tomam conta das ruas

Sem manutenção há meses, as ruas de Dourados, a 233 km de Campo Grande, estão tomadas de buracos. Basta circular pela área central e bairros da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul para perceber dezenas de vias esburacadas e com asfalto tomado por “borrachudos”, como são chamados os trechos de pavimento deformado pelo peso dos veículos.

Na área central, onde não tem buraco as ruas estão cheias de “calombos” causados por serviços de tapa-buraco. A pior delas é a Joaquim Teixeira Alves. Quem circula pelo trecho da Avenida Hayel Bon Faker até a Rua Ediberto Celestino de Oliveira tem a sensação que está em uma rua de terra.

Os buracos também estão presentes nas transversais das avenidas principais da cidade, como a Camilo Hermelindo da Silva, no trecho entre a Marcelino Pires e a Rua Onofre Pereira de Matos.

Nos bairros a situação é ainda mais grave. Na Rua Pureza Carneiro Alves com Bela Vista, no Jardim Água Boa, os motoristas precisam andar na contramão para desviar de uma “cratera” no meio da rua.

Moradores que passam pelo local todos os dias afirmam que o buraco coloca pedestres e ciclistas em risco, porque os motoristas invadem a pista do outro lado e até a calçada para não cair no buraco. Na Rua Rio Brilhante, no mesmo bairro, a situação se repete. São tantos buracos que os veículos circulam pela contramão.

"Buraco é comum em Dourados. Espero que a nova prefeita cuide melhor das ruas da nossa cidade", disse o vendedor Marcio Santana. Segundo ele, a buraqueira só favorece as oficinas. "Não tem suspensão de carro que aguenta".

O abandono das ruas de Dourados se arrasta há pelo menos dez anos. Os gestores que administraram a cidade nos últimos tempos usaram a mesma alegação: o asfalto está com a vida útil vencida na maioria das ruas e só o recapeamento resolve o problema.

Só que o recapeamento é raro nas ruas de Dourados. O prefeito anterior, Murilo Zauith (PSB), recapeou algumas vias de acesso entre bairros, como a Ponta Porã, Monte Alegre e Coronel Ponciano. Mas descuidou do tapa-buraco. O serviço paliativo era feito com massa fria, jogada de caminhões com pás e espalhados por trabalhadores que seguiam a pé.

Atualmente, a única obra de recapeamento em andamento na cidade é executada pelo governo do Estado na Avenida Hayel Bon Faker.

A rua, que corta Dourados de norte a sul, faz parte do pacote de avenidas que serão recuperadas com dinheiro estadual, anunciado no ano passado pelo governador Reinaldo Azambuja. O serviço é feito atualmente na região do BNH 3º Plano, norte da cidade.

Serviço vai mudar – Procurado pelo Campo Grande News, o secretário municipal de Planejamento Tahan Sales Mustafa disse que só vai falar sobre o tapa-buraco quando o serviço começar. Segundo ele, a nova administração ainda faz levantamentos sobre os trechos mais críticos.

“A única coisa que posso adiantar é que vamos fazer o tapa-buraco de forma diferente do que vinha sendo feito”, declarou.

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