A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 27 de Junho de 2017

06/09/2015 12:44

Movimentos ocupam pedágio e querem ônibus para marcha na BR 163

Caroline Maldonado
Manifestantes pretendem chegar a Campo Grande amanhã, segundo presidente do MTR, Ednaldo Menezes  (Foto: Direto das Ruas)Manifestantes pretendem chegar a Campo Grande amanhã, segundo presidente do MTR, Ednaldo Menezes (Foto: Direto das Ruas)

Integrantes de diversos movimentos ocupam, neste momento, um dos pontos de pedágio da BR 163 e esperam a presença de representantes da CCR MSVia para negociar apoio logístico e continuar com a 1ª Marcha Estadual dos Movimentos Sociais, que saiu do acampamento Estrela Cinco, em Nova Alvorada do Sul, ontem (5) e pretende chegar amanhã (7) em Campo Grande. O grupo está no trecho do distrito de Anhandui, a 30 quilômetros da Capital.

Os manifestantes querem que a concessionária, que administra a rodovia, forneça água, alimento e ônibus para transportar as famílias até o destino, segundo o presidente do MTR (Movimento dos Trabalhadores Rurais), Ednaldo Menezes. Segundo ele, ao todo há 600 famílias no local e também participam integrantes do MAF (Movimento da Agricultura Familiar), MAC (Movimento da Agricultura Camponesa), MSTB (Movimento Sem Terra Brasileiro), FNL (Frente Nacional de Luta), MAR (Movimento Agrário Rural) e MLPT (Movimento de Luta pela Terra).

“Estamos aguardando o pessoal da CCR para negociar e vamos insistir. A única coisa que queremos é continuar com a marcha e chamar atenção para a necessidade da reforma agrária. Em Campo Grande, vamos nos concentrar na rotatória do macro anel e decidir as próximas ações”, disse Ednaldo.

Além de lutar pela reforma agrária, a marcha protesta contra a corrupção e apoia os movimentos indígenas, que brigam pela posse de terras tradicionais, conforme Ednaldo. “As famílias já estão assentadas há muito tempo em verdadeiras favelas rurais. O Governo Federal não está resolvendo absolutamente nada. Também apoiamos a questão indígena, pois os índios têm direito a terra, mas o produtor rural também está certo e o governo não tem tido hombridade de resolver, sendo que tem condições para isso”, comentou o presidente do MTR.

Em Mato Grosso do Sul, há 4 mil famílias assentadas, vinculadas as bandeiras dos movimentos que participam da marcha. Não participa deste ato o MST (Movimento Sem-Terra). Conforme Marina Ricardo Nunes, que faz parte da direção do movimento MST, o grupo permanece concentrando esforços na ocupação da fazenda Saco do Céu, no distrito de Casa Verde, em Nova Andradina. “Nossa luta nesse período é nessa área. Estamos há 16 dias, com 1 mil pessoas e estamos nos preparando para plantar no local, não houve reintegração”, contou Marina.

O Campo Grande News tentou contato com a CCR MSVia, por telefone, mas as ligações não foram atendidas no fim desta manhã.

Sem Terra param rodovias com panfletagem de apoio a professores
Com mensagens sobre a educação pública e a reforma agrária popular, integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Mato Grosso d...
TJ-MS segue com vagas em seleção para estagiários de Direito
O TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) continua com inscrições abertas para processo seletivo de estagiário de Direito. As vagas são par...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions