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Interior

Órgãos de enfermeira vítima de feminicídio salvam vidas em 3 estados

Os rins e o fígado de Liliane de Souza Bonfim Duarte foram captados sábado e o corpo sepultado ontem

Por Helio de Freitas, de Dourados | 09/03/2026 10:09


RESUMO

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A enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, vítima de feminicídio em Ponta Porã (MS), teve seus órgãos doados para pacientes em três estados. Os rins e o fígado beneficiaram pessoas em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Brasília. A profissional de saúde foi assassinada pelo marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte, que também tentou matar os três filhos do casal. O crime ocorreu na tarde de terça-feira (3), quando o militar atacou a família com uma marreta. A vítima faleceu na sexta-feira (6), após ser internada no Hospital da Vida, em Dourados.

Pacientes de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Brasília (DF) receberam os rins e o fígado retirados da enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, vítima de feminicídio praticado pelo marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte, de 45 anos.

Usando uma marreta, o militar arrebentou a cabeça da mulher na tarde de terça-feira (3) em Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande. Ele ainda tentou matar os três filhos do casal – uma adolescente de 17 anos e os irmãos dela, de 13 e 15 anos.

Atendida inicialmente em Ponta Porã, a enfermeira foi transferida para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital da Vida, em Dourados. Na sexta-feira (6), a Polícia Civil confirmou a morte de Liliane e informou que os órgãos seriam doados por decisão da família.

Desde o início do atendimento, quando foi aberto o protocolo de morte cerebral, os familiares já tinham manifestado que a enfermeira era doadora de órgãos.

Na manhã de sábado (7), foi feita a captação no Hospital da Vida e em seguida os órgãos foram levados para Campo Grande (um dos rins) e depois para São Paulo (outro rim) e para o Distrito Federal (fígado). A operação incluiu o transporte dos órgãos de carro até o aeroporto de Dourados e depois em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) até a Capital (veja o vídeo acima).

Neste domingo, Dia Internacional da Mulher, o corpo de Liliane foi sepultado no Cemitério Santo de Pádua, em Amambai.

Já na Vila Reno, Ponta Porã, onde Liliane morava e foi vítima de feminicídio, ocorreu um protesto para cobrar o fim da violência contra as mulheres e para exigir punição do criminoso (veja o vídeo acima). O ato foi liderado pelo vereador Marcelino Nunes de Oliveira (PP) e pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Autor – Detido por vizinhos quando tentava fugir da cena do crime, o subtenente Elianderson Duarte foi autuado em flagrante por feminicídio, tentativa de feminicídio contra a filha e tentativa de homicídio contra o filho, ambos também feridos com golpes de marreta na cabeça.

A polícia suspeita que o bombeiro tinha a intenção de matar toda a família, pois ele trancou as portas e janelas da casa antes de atacar a esposa e os filhos. Os três conseguiram fugir e pedir ajuda, mas quando os vizinhos chegaram à casa, Liliane já estava agonizando no quintal.

A adolescente contou à polícia que há vários anos a mãe era espancada pelo pai, mas a mulher nunca o denunciou alegando que tinha três filhos pequenos e precisava do marido. O casal estava separado há cerca de três meses, mas Elianderson continuava morando na casa. O bombeiro foi transferido para o Presídio Militar, em Campo Grande.

Órgãos de enfermeira vítima de feminicídio salvam vidas em 3 estados
O subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte, preso por feminicídio (Foto: Divulgação)


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