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Interior

Polícia suspeita que bombeiro planejava matar toda a família a marretadas

Antes de iniciar o ataque, o subtenente trancou a casa e recolheu os celulares para evitar pedido de socorro

Por Helio de Freitas, de Dourados | 05/03/2026 11:14


RESUMO

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Subtenente do Corpo de Bombeiros é preso após atacar família com marreta em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul. Elianderson Duarte, de 45 anos, trancou a casa e recolheu os aparelhos eletrônicos antes de agredir a esposa e três filhos autistas, indicando premeditação, segundo a polícia. A esposa, uma enfermeira de 51 anos, está em estado gravíssimo na UTI. Dois filhos adolescentes também foram feridos, mas estão fora de perigo. O casal estava separado há três meses, e havia histórico de violência doméstica não denunciada.


Antes de começar a atacar a mulher e os três filhos a golpes de marreta, o subtenente do Corpo de Bombeiros Militar Elianderson Duarte, de 45 anos, trancou todas as portas e janelas da casa e recolheu os celulares e tablet dos adolescentes, de 13, 15 e 17 anos. Para a Polícia Civil, são indícios claros de que o bombeiro pretendia matar toda a família.

Os crimes ocorreram na tarde de terça-feira (3) na Vila Reno, em Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande. Detido por moradores do bairro quando tentava fugir do local do crime, Elianderson está preso. Ele foi autuado em flagrante por duas tentativas de feminicídio e tentativa de homicídio contra o filho.

Imagens de câmeras de monitoramento de um estabelecimento próximo mostram o momento em que os adolescentes conseguiram sair da casa para pedir socorro e logo depois o autor correndo, sem camisa, e sendo perseguido pelos moradores (veja o vídeo acima).

A mulher, uma enfermeira de 51 anos, segue internada em estado gravíssimo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital da Vida, em Dourados. Ela sofreu ferimentos profundos na cabeça e no rosto, causados pelas marretadas.

A adolescente de 17 anos e o irmão de 15, também feridos com marretadas na cabeça, estão fora de perigo. O mais novo, de 13 anos, conseguiu escapar dos golpes desferidos pelo pai, mas sofreu abalo psicológico e também precisou de atendimento médico. Os três são diagnosticados como TEA (Transtorno do Espectro Autista).

Polícia suspeita que bombeiro planejava matar toda a família a marretadas
subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte, detido por moradores (Foto: Direto das Ruas)

Como tudo começou – Foi a própria adolescente que se ofereceu para narrar os fatos à Polícia Civil. Em depoimento ao delegado Rodrigo dos Santos Inojosa, ela afirmou que o pai estava de plantão no Corpo de Bombeiros e deveria voltar para casa apenas no dia seguinte.

Na segunda-feira à tarde, ele chegou ao local no momento em que a mulher e o filho mais novo não estavam e recolheu os celulares dos filhos e também o tablet do garoto de 13 anos. A intenção era impedir os filhos de pedir socorro.

“Quando ela chegou, ele a chamou para ir para o quarto, mas ela não quis ir porque percebeu que tinha alguma coisa estranha. Ele pegou a marreta e as crianças foram para cima dele, para defender a mãe. Foi quando ele desferiu duas marretadas na cabeça da menina e uma na cabeça do menino de 15 anos. O de 13 anos conseguiu fugir. Em seguida os outros dois também fugiram e foram até um açougue próximo pedir ajuda”, relata o delegado, com base no depoimento da adolescente.

Quando os vizinhos chegaram ao local, encontraram Elianderson Duarte com a marreta na mão deitado ao lado da mulher, caída no quintal com a cabeça ensanguentada. O bombeiro saiu correndo, pulou uma grade para tentar escapar, mas foi perseguido pelos vizinhos e detido até a chegada da Polícia Militar.

Estudantes de medicina que passavam pelo local prestaram os primeiros socorros à enfermeira, levada pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Regional e depois transferida para Dourados.

A adolescente contou que a mãe era espancada pelo pai desde quando ela era criança, mas a mulher nunca o denunciou alegando que tinha três filhos pequenos e precisava do marido. O casal estava separado há cerca de três meses, mas Elianderson continuava morando na casa.

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