Paraguai culpa guerrilheiros por ataque com 2 policiais mortos na fronteira
Laudo apontou que agentes da Polícia Nacional foram executados à queima-roupa; servidor também foi morto
O ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, atribuiu ao grupo terrorista EPP (Exército do Povo Paraguaio) o ataque ao posto da Polícia Nacional, ocorrido na noite de terça-feira (21), na fronteira com Mato Grosso do Sul.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A parte de madeira da unidade e 4 veículos foram queimados. Dois policiais e um funcionário administrativo do local foram mortos a tiros. O posto fica na Colônia Naranjito, distrito de Ybyrarobaná, no Departamento de Canindeyú, a cerca de 30 km de Sete Quedas (MS).
- Leia Também
- Policiais foram baleados, rendidos e executados, indica autópsia
- Grupo ataca posto policial, queima carros e deixa 3 mortos na fronteira
“O exame de balística confirma que uma das armas utilizadas no ataque desta semana também foi usada no atentado contra a Comisaria de Ybyrarobaná, em 3 de maio passado”, afirmou o ministro em entrevista à Rádio ABC Cardinal, nesta quinta-feira (23).
Segundo o ministro, trata-se de um fuzil calibre 5,56, mesma arma utilizada no atentado de maio, quando 35 tiros foram disparados contra a sede regional da Polícia Nacional no mesmo povoado.
Enrique Riera disse que os homens chegaram ao local do ataque a pé e depois fugiram da mesma forma, “em perfeita formação militar”, o que reforça a suspeita contra o grupo. Entretanto, afirmou que nenhum panfleto assinado pelo EPP foi encontrado na cena do crime, como geralmente ocorre em locais de atentados praticados pelos guerrilheiros.
O ministro afirmou que o modo de atuação dos criminosos também reforça a suspeita contra o EPP, principalmente pelo uso de bombas caseiras conhecidas como “coquetel molotov” e pela carbonização dos veículos. “O terrorismo visa incutir medo e o Estado não pode ficar de braços cruzados. Este é, provavelmente, um dos golpes mais duros e nos forçará a dar respostas”, afirmou o político paraguaio.
Executados
Laudo preliminar da autópsia divulgado no final da tarde de ontem revelou que os dois policiais foram executados com tiros de curta distância após serem baleados durante o ataque.
Conforme o legista Pablo Lemir, o suboficial inspetor Herminio Ojeda González, de 33 anos, morreu com um tiro disparado dentro da boca. O exame encontrou resíduos de pólvora na língua, o que indica que o disparo foi feito com o cano da arma encostado na vítima.
Antes do disparo fatal, o policial havia sido atingido por três tiros nas costas. As lesões provocaram ferimentos no tórax e hemorragia pulmonar, mas, segundo o médico, não causariam morte imediata.
O outro policial, o suboficial major Atilio Martínez Barrios, de 40 anos, foi atingido primeiro por um tiro na região da axila direita. O projétil rompeu vasos sanguíneos e perfurou o coração. Em seguida, ele levou um tiro na cabeça, efetuado de curta distância.
Os dois corpos também apresentavam queimaduras de segundo e terceiro graus na parte da frente. Os uniformes ficaram parcialmente queimados e aderiram à pele. A perícia ainda deve esclarecer se os corpos foram movidos antes de o posto policial ser incendiado.
Além dos dois policiais, o funcionário civil Josemar Escobar Piris, de 37 anos, também morreu no ataque. No entanto, a perícia dele será feita nesta quinta (23).
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


