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Campo Grande, Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019

30/08/2018 09:09

Paraguai oferece dinheiro para prender líderes de grupo terrorista

Recompensa de 1 milhão de guaranis (700 reais) é primeira iniciativa do novo governo para prender líderes do EPP

Helio de Freitas, de Dourados
Cartaz distribuído pelo governo paraguaio com recompensa por líderes do EPP (Divulgação)Cartaz distribuído pelo governo paraguaio com recompensa por líderes do EPP (Divulgação)

Duas semanas após a posse do presidente Mario Abdo Benítez, do conservador e de direita Partido Colorado, o novo governo do Paraguai lança a primeira investida contra o EPP (Exército do Povo Paraguaio), um grupo terrorista que atua no Departamento de San Pedro, a 70 km da fronteira com a região sul de Mato Grosso do Sul.

O governo paraguaio está oferecendo recompensa de 1 milhão de guaranis por informação que leve ao paradeiro dos cinco principais líderes do EPP, três homens e duas mulheres. Cartazes com as fotos dos chefes do bando estão sendo espalhados pelo país e distribuídos em redes sociais.

“Procurados por homicídio, sequestro, terrorismo, roubo agravado e associação criminosa. Recompensa [para cada um] de 1 milhão de guaranis”, diz o cartaz, com a foto dos “cabeças” do EPP. Pela cotação atual, 1 milhão de guaranis equivalem a 700 reais.

O cartaz de “procurados” tem um número de telefone do Paraguai e promete manter em sigilo a identidade do denunciante.

Os procurados são Osvaldo Daniel Villalba, o “Comandante Alexander”, Manuel Cristaldo Mieres, o “Santiago”, Alejandro Ramos Morel, o “Tenente J”, Liliana Elizabeth Villalba Ayala e Magna María Meza Martínez, a “Leti”.

Ao todo, segundo o governo paraguaio, são 29 integrantes do EPP com ordem de prisão.

Responsável pelo sequestro de policiais, comerciantes e produtores rurais da faixa de fronteira, o EPP também assumiu ataques armados à Polícia Nacional, como um ocorrido em 2015, quando cinco agentes foram mortos e as viaturas incendiadas na estrada.

No ano seguinte, o EPP matou oito membros da FTC (Força de Tarefa Conjunta), um grupo especial formado por soldados e policiais, criado especialmente para enfrentar os terroristas.

Os guerrilheiros também são acusados de ligações com narcotraficantes, entre eles os brasileiros Jarvis Gimenes Pavão, que ficou oito anos preso no Paraguai e em dezembro do ano passado foi extraditado para o Brasil, e Luiz Carlos da Rocha, o "Cabeça Branca", também preso em território brasileiro.

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