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Interior

Pavão perde recurso e extradição para o Brasil fica cada vez mais próxima

Procuradoria Geral do Paraguai negou apelação que tentava barrar pedido de extradição feito por juíza do Rio Grande do Sul

Helio de Freitas, de Dourados | 29/06/2017 08:22
Jarvis Pavão cumpre pena até dezembro deste ano no Paraguai (Foto: ABC Color)
Jarvis Pavão cumpre pena até dezembro deste ano no Paraguai (Foto: ABC Color)

O narcotraficante sul-mato-grossense Jarvis Gimenez Pavão, 49, apontado como um dos maiores fornecedores de cocaína para o Brasil e para a Europa e sócio do PCC (Primeiro Comando da Capital) na execução de Jorge Rafaat Toumani, está mais próximo da extradição para o território brasileiro.

A Procuradoria Geral do Paraguai, onde ele está preso desde 2009, negou o recurso da defesa e considerou procedente o pedido de extradição feito pela Justiça do Rio Grande do Sul, onde Pavão é acusado de comandar a distribuição de drogas.

Natural de Ponta Porã, onde tem familiares e negócios, Jarvis Pavão foi preso há nove anos no Paraguai e acabou sendo condenado por lavagem de dinheiro.

Apesar de todas as denúncias contra ele naquele país, inclusive de uma suposta trama para matar o presidente Horácio Cartes, o brasileiro não recebeu nenhuma outra condenação e se não for extraditado pode ganhar a liberdade em dezembro deste ano.

Para evitar a extradição solicitada pelo juiz Rafael Farinatti Aymone, de Caxias do Sul (RS) e determinada pela juíza paraguaia Gricelda Caballero para ser cumprida após o brasileiro responder por seus crimes no Paraguai, a defesa dele, que é feita por seis advogados paraguaios, entrou com recurso, mas o procurador Roberto Zacarias negou o pedido.

No Para o procurador, o recurso da defesa é improcedente. Ele pediu que a Câmara de Apelações do Paraguai confirme a sentença de extradição.

No pedido de extradição apresentado em março deste ano, o juiz Rafael Farinatti Aymone afirma que Jarvis Pavão é réu junto com outras 44 pessoas em um processo por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, e homicídio qualificado.

Existe outra sentença de extradição favorável à extradição de Jarvis Pavão para o Brasil. A primeira decisão se refere a um pedido em decorrência de uma condenação de 17 anos de prisão em Santa Catarina, mas, a exemplo da sentença atual, a primeira só será colocada em prática após o narcotraficante cumprir sua pena em território paraguaio.

Jarvis Pavão está preso na sede de um grupo especializado da Polícia Nacional do Paraguai em Assunção.

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