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Interior

“Pessoas tiveram acesso a arroz e comeram melhor com auxílio”, diz ministra

Para Tereza Cristina, procura maior ajudou a influenciar alta no preço do alimento

Por Helio de Freitas, de Dourados | 30/10/2020 12:52
Tereza Cristina com o candidato a prefeito do DEM Barbosinha, hoje em Dourados (Foto: Divulgação)
Tereza Cristina com o candidato a prefeito do DEM Barbosinha, hoje em Dourados (Foto: Divulgação)

A ministra da Agricultura Tereza Cristina disse hoje (30) em Dourados, a 233 km de Campo Grande, que o auxílio emergencial, pago pelo Governo Federal por causa da pandemia do novo coronavírus, influenciou na alta do preço do arroz, no início de setembro.

“Foi dinheiro na mão das pessoas e as pessoas comeram melhor, puderam ter mais acesso inclusive ao arroz”, afirmou a ministra do Governo Bolsonaro em entrevista à rádio Grande FM.

Na condição de deputada federal licenciada, ela está na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul para participar da campanha do deputado estadual José Carlos Barbosa, o Barbosinha, à prefeitura. O candidato é do mesmo partido de Tereza Cristina, o DEM, e disputa a eleição em coligação com o PSDB.

Além da maior procura, inclusive do mercado internacional, a ministra afirma que a alta no preço do arroz é problema pontual de produção.

“O arrozeiro brasileiro quebrou, a grande maioria deles. Mato Grosso do Sul já foi importante produtor de arroz, hoje não é mais”, afirmou. Segundo ela, durante cinco anos o produtor teve custo de produção mais alto do que o preço e a população se acostumou com o arroz sempre barato na prateleira.

Tereza Cristina citou também que o arroz produzido no Uruguai e no Paraguai entrava no mercado brasileiro com preço baixo, pois no Mercosul a tarifa de exportação é zero. “Neste ano, apesar de termos produzido muito, houve essa falta de arroz, mas isso deu equilíbrio e o produtor voltou a ter ânimo para plantar mais”.

A ministra afirmou que devido à redução da tarifa para importação de arroz, cargas vindas de países produtores estão em navios rumo ao Brasil, mas acredita que não será preciso para abastecer o mercado nacional.

“O arroz foi plantado mais cedo neste ano no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e a gente já deve ter uma safra nova a partir de 15 de janeiro. Em fevereiro o mercado já deve ter arroz novo, aí espero que o preço que chegou ao absurdo de 40 reais o pacote se acomode”, disse Tereza Cristina.

Paciência – Na rádio Cidade FM, a ministra exaltou a produção agrícola brasileira mesmo durante a pandemia, disse que 2020 está sendo o melhor ano das últimas duas décadas para o setor com a maior safra da história e pediu “paciência” à população para o País deslanchar de vez.

“No início da pandemia houve pânico ‘vai faltar leite, vai faltar ovo’, mas não faltou nada. O Brasil é um País que não tem risco de desabastecimento. Estamos vivendo transição de alguns produtos, mas nossa safra está chegando. O que precisamos agora é dar trabalho para que as pessoas voltem a ter renda”, afirmou.

Perguntada pelo radialista Antonio Coca sobre o motivo de a eficiência do agro não existir em outros setores, a ministra disse que o Brasil está entrando nos eixos.

“Temos de ter um pouco de paciência. O presidente Bolsonaro pegou um governo na maior crise dos últimos cem anos. Tivemos um ano de arrumação da casa (2019), quando o Brasil ia decolar como diz o ministro Paulo Guedes [Economia] veio a pandemia e de lá para cá as coisas mudaram muito. Já temos bons índices, o emprego já teve saldo positivo em três meses consecutivos, mas essa velocidade não é a que a gente gostaria navegando hoje”, disse Tereza Cristina.

Após percorrer as principais emissoras de rádio da cidade, a ministra almoça com empresários e às 14h se reúne com produtores rurais no Sindicato Rural de Dourados. Às 16h participa de carreata com o candidato a prefeito do DEM e à noite participa de outra agenda da campanha eleitoral, no Clube Ubiratan.

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