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Interior

PF prende 2 estrangeiros que mentiam morar no Brasil para receber benefícios

Prisões ocorreram na área de migração; suspeitos usavam endereços falsos para ter acesso ao SUS e BPC/Loas

Por Jhefferson Gamarra | 30/01/2026 12:57
PF prende 2 estrangeiros que mentiam morar no Brasil para receber benefícios
Posto de controle migratório em Ponta Porã (Foto: Reprodução/Ponta Porã Informa)

A Polícia Federal prendeu em flagrante duas pessoas por fraude migratória no município de Ponta Porã, 313 quilômetros de Campo Grande, após constatar a utilização de informações falsas para a obtenção e manutenção de autorização de residência no Brasil. As prisões ocorreram durante atendimentos na área de migração, sendo uma registrada na quinta-feira (29) e a outra na semana anterior.

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A Polícia Federal prendeu duas pessoas em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, por fraude migratória. Os suspeitos foram flagrados utilizando endereços falsos para obter e manter autorização de residência no Brasil, visando acesso a benefícios assistenciais como SUS e BPC Loas.Os casos foram descobertos durante entrevistas de renovação e concessão de documentos. Um cidadão paraguaio confessou ter pago a um brasileiro pelo uso do endereço falso, enquanto o outro suspeito também declarava residência fictícia para manter benefício social.

De acordo com a PF, os flagrantes aconteceram durante entrevistas realizadas para renovação e concessão de autorização de residência. A análise da documentação apresentada pelos requerentes revelou divergências que indicavam a simulação de residência em território brasileiro.

Em um dos casos, um homem de nacionalidade paraguaia admitiu aos policiais federais que utilizou o endereço de uma outra pessoa para renovar o CRNM (Registro Nacional Migratório). Segundo a apuração, ele pagou um determinado valor para um brasileiro para usar o endereço falso, com o objetivo de continuar tendo acesso a benefícios assistenciais no Brasil, como o atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e o BPC Loas (Benefício de Prestação Continuada).

No outro flagrante, a Polícia Federal constatou que o requerente também declarava um endereço que não correspondia à sua residência real. A manobra tinha como finalidade evitar o cancelamento de benefício social. Ainda conforme a PF, o endereço falso era utilizado não apenas junto à Polícia Federal, mas também havia sido informado a outros órgãos públicos.

As duas ocorrências foram enquadradas como fraude migratória, uma vez que a simulação de residência no país configura irregularidade grave no processo de autorização de permanência de estrangeiros no Brasil. Os presos foram encaminhados às providências legais cabíveis, e os casos seguem sob apuração.