ACOMPANHE-NOS    
AGOSTO, SÁBADO  13    CAMPO GRANDE 16º

Interior

Pistoleiro fica em silêncio sobre acusação de matar prefeito da fronteira

O paraguaio Ronny Ayala Benítez, procurado pela Justiça brasileira, foi preso há dois dias em Encarnación

Por Helio de Freitas, de Dourados | 06/07/2022 14:56
Ronny Benítez durante audiência no Paraguai; ele ficou em silêncio sobre acusações (Foto: Diário Hoy)
Ronny Benítez durante audiência no Paraguai; ele ficou em silêncio sobre acusações (Foto: Diário Hoy)

O pistoleiro paraguaio Ronny Ayala Benítez, 35, o “Alemão”, preso segunda-feira (4) em Encarnación, ficou em silêncio sobre as acusações de ter participado do assassinato do prefeito de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo, em maio deste ano.

Levado ontem de avião até a capital Asunción, “Alemão” usou o direito constitucional de permanecer em silêncio durante o interrogatório feito pelo promotor de Justiça Federico Delfino. Ainda hoje ele deve passar por audiência no Poder Judiciário.

Ligado à quadrilha do narcotraficante sul-mato-grossense Jarvis Gimenez Pavão, o pistoleiro estava com a prisão decretada por suspeita de disparar os tiros contra o prefeito, que morreu quatro dias depois em decorrência dos ferimentos.

Ronny Ayala Benítez também é alvo de mandado de prisão internacional expedido pela Justiça brasileira. Em dezembro de 2018, ele e outras dez pessoas ligadas a Pavão foram presos pela Polícia Federal em Ponta Porã, quando, supostamente, se preparavam para atacar o traficante brasileiro Sérgio Arruda Quintiliano Neto, o “Minotauro”.

Natural de Capitán Bado, cidade paraguaia separada por uma rua de Coronel Sapucaia (a 400 km de Campo Grande), Ronny Ayala Benítez agora está formalmente denunciado por envolvimento na morte de Acevedo.

O primo de “Alemão”, Alejandro Ariel Ayala Otazú, 28, também foi preso, mas ele não é suspeito de participação no assassinato do prefeito pedrojuanino. Entretanto, vai continuar atrás das grades, pois os dois são apontados como autores da execução do traficante Óscar Ramón Cardozo, o “King Kong”, ocorrido domingo na região onde foram presos.

Nos siga no Google Notícias