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Interior

Pistoleiro preso “some” e prefeito de Pedro Juan cobra polícia paraguaia

José Carlos Acevedo Quevedo se disse preocupado com informação de que cinco homens foram presos, mas apenas quatro foram apresentados pela polícia, na terça passada

De Dourados | 05/12/2016 12:02
Pagodinho chegou a ser fotografado, mas ele não foi entregue em delegacia do Paraguai (Foto: Direto das Ruas)
Pagodinho chegou a ser fotografado, mas ele não foi entregue em delegacia do Paraguai (Foto: Direto das Ruas)
Os quatro homens apresentados pela polícia (Foto: Divulgação)
Os quatro homens apresentados pela polícia (Foto: Divulgação)
Policiais conduzem o líder do PCC no momento do cerco (Foto: Direto das Ruas)
Policiais conduzem o líder do PCC no momento do cerco (Foto: Direto das Ruas)

O grupo de pistoleiros presos com um arsenal no dia 28 deste mês no lado paraguaio da fronteira era formado por cinco bandidos e não pelos quatro apresentados pela polícia. O quinto suspeito teria sido liberado pelos agentes da Polícia Nacional do Paraguai em circunstâncias ainda misteriosas.

A denúncia foi feita pelo prefeito de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo, que se disse preocupado com a situação, já que testemunhas viram cinco homens sendo presos, mas apenas quatro foram relacionados na ocorrência.

Oficialmente, segundo a polícia, foram presos o paraguaio Rony Ayala Benitez, 29, e os brasileiros Jonathas Carlos Goncalves, 32, Diovany Luis Bello, 21, e Civeriano Alves de Araújo, 30.

Quinto preso – A foto dos quatro presos foi divulgada pela polícia, mas imagens registradas por moradores de Pedro Juan Caballero mostram um quinto indivíduo, que estava de camiseta preta, sendo conduzido algemado.

Ele seria um bandido brasileiro, conhecido como “Pagodinho”, um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) na fronteira. A facção tenta dominar o crime na região.

O homem que não aparece entre os presos estava na caminhonete Toyota Hilux usada pelo grupo. Os pistoleiros carregavam três fuzis e quatro pistolas calibre 9 milímetros com carregadores, além de grande quantidade de munição.

Ao perceberem a presença da polícia, os suspeitos tentaram fugir, mas foram perseguidos e cercados por várias equipes da Polícia Nacional.

Na quarta-feira (1º), oficiais da Polícia Nacional afirmaram que os pistoleiros planejavam executar os ex-seguranças do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, morto em junho deste ano.

Os pistoleiros planejavam uma emboscada para eliminar os sete seguranças assim que saíssem da prisão. Os seguranças tinham sido presos na noite em que Rafaat foi morto em Pedro Juan Caballero, por estarem armados e terem enfrentado a polícia no momento do ataque ao narcotraficante. Eles saíram da prisão exatamente na terça-feira da semana passada.

Lista da morte - Ainda segundo o prefeito de Pedro Juan Caballero, informações que circulam na cidade revelam que existe uma lista com pelo menos dez nomes de pessoas que serão executadas.

Acevedo disse que os agentes da Polícia Nacional que fizeram as prisões não foram autorizados a falar sobre o procedimento. A direção da polícia na cidade nega a denúncia e mantém a versão de que apenas quatro homens foram presos.

Apesar das fotos mostrarem cinco homens sendo presos, a promotora de Justiça Katia Uemura também mantém a história contada pela polícia, de que foram quatro e não cinco presos.

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