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Capital

Homem confessa furto de Hilux e revela uso de scanner para acionar ignição

O suspeito teve prisão preventiva decretada após audiência de custódia neste domingo

Por Bruna Marques | 16/02/2026 15:58


RESUMO

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Um homem foi preso em Campo Grande após confessar o furto de uma Toyota Hilux usando chave de fenda e scanner para acionar a ignição. Vitor Henrique Domiciano de Souza, natural de Americana (SP), admitiu que escolhia alvos aleatoriamente e pretendia revender os veículos. A polícia investiga três furtos recentes de Hilux na capital. Suspeita-se que os veículos seriam destinados ao tráfico de drogas na fronteira com Bolívia e Paraguai. O suspeito teve prisão preventiva decretada após audiência de custódia, onde alegou ter sofrido agressões durante a detenção.

Com uma chave de fenda e um aparelho descrito como scanner, Vitor Henrique Domiciano de Souza abria portas e acionava a ignição de caminhonetes Toyota Hilux furtadas em Campo Grande. Segundo relato do próprio suspeito, preso na sexta-feira (13), ele usava a ferramenta para forçar a entrada no veículo e, na sequência, o equipamento eletrônico para dar partida no motor.

A Justiça decretou neste domingo (15) a prisão preventiva durante audiência de custódia. Vitor é suspeito de integrar um grupo especializado no furto de caminhonetes Toyota Hilux na Capital.

Em depoimento à polícia, Vitor confessou o furto da caminhonete na mesma data, quando foi detido por policiais da Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos). Declarou que precisava de dinheiro e saiu de casa com a intenção específica de furtar uma caminhonete, escolhendo o alvo de forma aleatória pelas ruas. Após ligar o automóvel, levava-o para outro ponto da cidade, onde pretendia oferecê-lo a possíveis compradores, embora não tivesse definido um destinatário.

Homem confessa furto de Hilux e revela uso de scanner para acionar ignição
Equipamentos utilizados nos furtos foram encontrados com suspeito. (Foto: Reprodução/PCMS)

Natural de Americana, em São Paulo, afirmou que mora em Campo Grande desde novembro de 2025 em busca de melhores oportunidades. Disse ter três filhos, de 15, 11 e 9 anos, e que a esposa está no sétimo mês de gestação. Admitiu fazer uso de maconha e bebida alcoólica. Também relatou já ter sido preso por furto de veículo em Rio Claro, no interior paulista, onde cumpriu pena de um ano e oito meses.

Na delegacia, declarou que a prisão ocorreu de forma tranquila e que sua integridade física e emocional foi preservada.

Na audiência de custódia, apresentou outra versão. Disse ter sido vítima de agressão que classificou como tortura. Relatou que foi ameaçado de morte e agredido com socos e chutes nas pernas, nas costas e na cabeça. Afirmou que foi obrigado a ficar ajoelhado, teve a cabeça batida contra a parede e que colocaram um saco plástico em sua cabeça para sufocamento.

Ele declarou não saber identificar o nome dos agressores, mas afirmou que um deles seria o delegado da Defurv.

Homem confessa furto de Hilux e revela uso de scanner para acionar ignição
Suspeito acompanhado de policiais na sede da Defurv (Foto: Divulgação / PCMS)

Investigação - A Defurv investigava três furtos de Toyota Hilux registrados em sequência nos últimos cinco dias em bairros da região urbana da Capital, todos com o mesmo padrão de ação.

A polícia analisou imagens de câmeras de segurança e realizou diligências até identificar o suspeito e localizar o veículo utilizado nos crimes. Vitor foi encontrado em um condomínio residencial nas proximidades da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). No local, os policiais recuperaram uma das caminhonetes furtadas recentemente.

A investigação aponta que ele teria vindo de outro estado com a finalidade de cometer furtos em série em Campo Grande. Conforme a polícia, sua função seria subtrair os veículos e mantê-los em pontos considerados seguros até a retirada por outros integrantes do grupo.

Ainda segundo a polícia, as caminhonetes abasteceriam organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e seriam encaminhadas para regiões de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai.

Com a prisão preventiva decretada, Vitor permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam.

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