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Interior

Polícia Federal cumpre mandado da Lama Asfáltica na sede da Eldorado

Por Ricardo Campos Jr. | 11/05/2017 08:35
Sede da Eldorado Brasil em Três Lagoas: empresa foi alvo da operação da PF (Foto: divulgação)
Sede da Eldorado Brasil em Três Lagoas: empresa foi alvo da operação da PF (Foto: divulgação)
Na Capital, policiais deixam edifício Monet com malotes de documentos (Foto: Marina Pacheco)
Na Capital, policiais deixam edifício Monet com malotes de documentos (Foto: Marina Pacheco)

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na sede da Eldorado Brasil em Três Lagoas, a 338 quilômetros da Capital, como parte das ações da quarta fase da Operação Lama Asfáltica segundo informações obtidas pelo Campo Grande News.

No interior, a ação também está sendo realizada em Nioaque e Porto Murtinho, além de ter desdobramentos em São Paulo e Curitiba.

Devem ser cumpridos três mandados de prisão, nove de condução coercitiva, 32 de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas.

Na Capital, o ex-governador André Pucinelli (PMDB); o filho dele, André Pucinelli Junior; o dono da gráfica alvorada, Mirched Jafar Júnior e sua esposa Rosana e o ex-secretário adjunto de Fazenda André Cance foram levados à sede da PF (Polícia Federal) para prestarem depoimentos.

Agentes vasculharam a casa do ex-governador, a empresa HBR Medical, a H2L Soluções para documentos e uma empresa no edifício Monet em busca de documentos, que a todo momento chegam em malotes na sede da corporação.

Participam da operação aproximadamente 270 Policiais Federais, servidores da CGU e da Receita Federal.

Pucinelli já havia sido alvo da terceira fase da operação há um ano, em 10 de maio de 2016. Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu documentos na casa dele, que foi espontaneamente à sede da corporação e disse que desistiria da política porque os agentes públicos ficam com “pecha” de ladrão.

Em seguida, no mês julho, teve R$ 43,1 milhões em bens bloqueados pela Justiça Federal. Neste ano, Puccinelli passou a contar com mais agendas públicas, num reensaio para voltar à disputa eleitoral em 2018. No mês passado, foi citado em um novo escândalo, dessa vez foi acusado pela Odebrecht de cobrar propina de R$ 2,7 milhões da empresa.

O Campo Grande News entrou em contato com a Eldorado Brasil, mas até a publicação desta reportagem não houve retorno.

Foi a primeira vez que a empresa apareceu no âmbito da operação Lama Asfáltica. A nível nacional, a sede da companhia em São Paulo já havia sido alvo de mandados de busca na sexta fase da Lava Jato.

Carro da PF em frente da HBR na manhã desta quinta (Foto: André Bittar)
Carro da PF em frente da HBR na manhã desta quinta (Foto: André Bittar)