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Desembargadora de MS tira “bomba” do colo no CNJ

Por Jhefferson Gamarra e Kamila Alcântara | 14/09/2026 05:00
Desembargadora de MS tira “bomba” do colo no CNJ
Desembargadora em MS e conselheira Jaeguara Dantas ao lado do presidente do STF e do CNJ, Edson Fachin (Foto: Rômulo Serpa/CNJ)

Passando para frente - Desembargadora de Mato Grosso do Sul e conselheira do Conselho Nacional de Justiça, Jaceguara Dantas, finalmente deu andamento à “primeira bomba” que caiu em seu colo. Depois de meses com o processo parado, a relatora liberou para julgamento o caso que envolve a advogada Karina Nunes Marques, irmã do ministro do STF Kassio Nunes Marques. Agora, a bola está com o presidente do CNJ, Edson Fachin, que precisa colocar o processo na pauta para ser julgado em plenário.

Bomba bilionária - A “bomba” que caiu no colo da desembargadora sul-mato-grossense envolve uma ação de quase R$ 1 bilhão e a atuação da irmã de um ministro do STF. Karina Nunes Marques, irmã do ministro Kassio Nunes Marques, defendeu um empresário do ramo de bebidas. Conforme publicado pelo Metrópoles, o MPF (Ministério Público Federal) acusa o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto de ter beneficiado o cliente da advogada após uma suposta manipulação na distribuição do processo no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).

Primeira de muitas - Empossada em fevereiro deste ano como a primeira representante de Mato Grosso do Sul no CNJ, a desembargadora Jaceguara Dantas da Silva já conduz a relatoria de seu primeiro caso de grande repercussão. A situação ganha contornos ainda mais delicados por ocorrer em meio ao desgaste institucional e às acusações que vêm atingindo integrantes da Suprema Corte.

Unindo o útil ao agradável — Em uma agenda de campanha mais light no domingão, o ex-governador e candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL), aproveitou para passar pelo Mercadão, cumprimentar eleitores e fazer a clássica parada de campanha para comer o famoso pastel. Mas a “viagem” não foi à toa: além do corpo a corpo, Azambuja não saiu de mãos vazias e aproveitou para garantir farofa e erva de tereré.

Em busca do CPF - Depois de mandar retirar do ar a montagem que colocou Ana Portela ao lado do personagem Seu Barriga, a Justiça Eleitoral tenta descobrir quem administra os perfis @vintecg, @obuxixeiro e @terere__treta. Os relatórios juntados ao processo trouxeram apenas registros de IP, considerados insuficientes para identificar os responsáveis.

Fica no ar - O desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva negou o pedido do candidato a deputado federal Dagoberto Nogueira Filho para retirar das redes sociais um vídeo publicado por um advogado. Na gravação, o autor afirma que o político não quis assinar um documento para investigar o caso do Banco Master e que já foi condenado por improbidade administrativa.

Por enquanto... - Dagoberto alegou que a condenação foi desfeita, mas a decisão ainda tem recursos pendentes no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal). Para o relator do caso, a situação permanece em discussão e não há, por enquanto, uma mentira evidente que justifique a retirada imediata do vídeo. O pedido de direito de resposta ainda será julgado.

Virou slogan – Durante encontro com a juventude petista, na noite de sábado (12), Soraya Thronicke e Fábio Trad encenaram um trecho do debate presidencial de 2022 que viralizou em todo o Brasil. A candidata ao Senado fez a pose, enquanto o candidato ao Governo repetiu a famosa frase do “padre de festa junina”. A plateia entrou no coro e caiu na risada. Pelo entusiasmo, a provocação já está quase virando slogan de campanha.

Agora ou nunca - Termina nesta segunda-feira (14) o prazo para partidos e candidatos pedirem a substituição de candidaturas para os cargos majoritários e proporcionais nas eleições deste ano. A regra vale para mudanças por qualquer motivo, com exceção dos casos de falecimento, que podem ser formalizados após a data, respeitado o prazo de até 10 dias a partir do fato.

Fazendo a limpa - Também termina nesta segunda o prazo para o TRE-MS julgar todos os pedidos de registro de candidatura, incluindo aqueles que foram impugnados e os respectivos recursos. As decisões também precisam ser publicadas até hoje, fechando uma das etapas decisivas do calendário eleitoral.