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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

19/07/2019 19:21

Policiais são acusados de cobrar R$ 30 mil para liberar carga de maconha

Suspeito foi preso enquanto seguia com 51 quilos de maconha em um táxi.

Adriano Fernandes e Helio de Freitas
Fachada da delegacia onde houve a suposta tentativa de extorsão. (Foto: Porã News) Fachada da delegacia onde houve a suposta tentativa de extorsão. (Foto: Porã News)

Agentes da Polícia Nacional do Paraguai estão sendo acusados de terem cobrado R$ 30 mil para liberar um carregamento de droga encontrado com um brasileiro, de 22 anos, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

O suspeito, Rodrigo de Souza Lima era passageiro de um taxi que foi abordado pelos policiais na Rua Panchito Lopez no Bairro Obrero, na cidade. Com ele os policiais apreenderam uma mala onde estavam 62 tabletes de maconha, com o equivalente a 51 quilos.

O jovem e até mesmo com o taxista, também brasileito de 42 anos, que sequer sabia da droga então foram levados para a 3ª delegacia de Pedro Juan onde, supostamente, houve a tentativa de extorsão. A unidade prisional é comandado pelo oficial Gabriel Rivas.

Conforme o site Porã News, no local os policiais teriam pedido R$ 30 mil para liberar a dupla com a carga de droga, quantia esta que Rodrigo de Souza não tinha. Segundo o jovem os policiais teriam mentido até sobre o horário da abordagem, às 11h30, quando na verdade ocorreu às 08h30.

Rodrigo ainda teria dito que o motorista do táxi não tinha envolvimento com o transporte da droga. O taxista se preparava para deixar o hotel onde o suspeito o chamou, quando eles foram abordados. Mesmo assim o profissional foi obrigado a passar a noite preso, de onde só saiu acompanhado de um advogado. Ele, inclusive, confirma a tentativa de extorsão. 

Já o veículo, no entanto, continua retido pelo Ministério Público de Pedro Juan Caballero, mesmo após a afirmação do traficante de que o motorista seria inocente. Rodrigo segue preso na delegacia. A Polícia Nacional ainda não se manifestou sobre a acusação. 

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