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Interior

Policial civil alvo da Omertá volta a ser preso por contrabando de cigarros

Rafael Grandini Salles, de 36 anos, já havia sido preso pelo Garras e Gaeco, há quase um ano, por tráfico de cocaína

Por Adriano Fernandes e Marta Ferreira | 22/09/2020 23:12
Rafael Grandini Salles foi flagrado com produtos contrabandeados, nesta terça-feira (22). (Foto: Facebook) 
Rafael Grandini Salles foi flagrado com produtos contrabandeados, nesta terça-feira (22). (Foto: Facebook)

O policial civil Rafael Grandini Salles, de 36 anos, que já havia sido preso por tráfico de cocaína, há quase um ano, durante a Operação Omertá, voltou a ser detido nesta quarta-feira (22), agora pelo crime de contrabando. Rafael era o passageiro de uma picape Strada, que foi abordada no começo desta tarde (22) por policiais da Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira) na rodovia MS-164, em Ponta Porã, cidade a 323 quilômetros de Campo Grande.

Na carroceria do veículo os policiais encontraram 50 pacotes de cigarros da marca Fox; três caixas onde estavam 60 cigarros eletrônicos e 13 volume com 2.600 mil caixas com essência de narguilé. Todos os produtos estavam sendo contrabandeados da Paraguai.

A picape era conduzida por Marcos Motta Nantes Coelho, de 24 anos, que se identificou como estudante aos policiais. Ambos moram em Terenos, cidade a 25 quilômetros da Capital. Durante esta mesma abordagem, ainda conforme apurado, também foram parados outros veículos com produtos sem comprovação fiscal.

Todos foram levados para a sede da Defron em Dourados onde os produtos foram contabilizados. Do local, a dupla, junto com o veículo e o contrabando foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã. Já os outros veículos foram levados para a delegacia da Receita Federal.

Reincidente – Rafael Grandini era escrivão da Polícia Civil de Ponta Porã e também foi preso em Terenos, no dia 22 de novembro de 2019 pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), durante os desdobramento da Operação Omertá, que investiga o grupo de extermínio chefiado por Jamil Name.

Ao policial foi atribuída a posse de pacote com 45 gramas de cocaína, que estava em alojamento compartilhado por policiais de fora que trabalham na cidade fronteiriça ao Paraguai. À época em seu depoimento, o escrivão disse que a droga não era sua, e que o quarto onde estava a droga era usado por outros dois policiais civis, Vladenilson Daniel Olmedo, 60 anos, que é aposentado, e Frederico Maldonado, 56 anos, da ativa, ambos presos em 27 de setembro do ano passado, quando foi deflagrada a Omertà.

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