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Interior

Policial que atropelou mulher e atirou em homem perde o direito de usar arma

O policial civil também foi proibido de manter contato ou chegar perto das vítimas

Por Viviane Oliveira | 17/08/2021 10:37
Caso segue sob investigação da Polícia Civil do município. (Foto: Google Stret View)
Caso segue sob investigação da Polícia Civil do município. (Foto: Google Stret View)

O policial civil de 44 anos que atropelou uma mulher na calçada e atirou no marido dela, passou por audiência de custódia ontem (16), na Justiça e vai responder ao processo em liberdade. O juiz determinou o afastamento do autuado das atividades operacionais da Polícia Civil, que demandem o porte ou posse de arma de fogo.

A confusão envolvendo o policial aconteceu no fim de semana, no Loteamento Pantanal, parte alta de Corumbá, cidade distante 419 quilômetros de Campo Grande.

O juiz Marcelo da Silva Cassavara concedeu liberdade provisória, mas impôs medidas cautelares. “Concedo a liberdade provisória sem fiança ao autuado, impondo para o gozo da liberdade provisória medidas cautelares diversas, consistente no afastamento do autuado das atividades operacionais de policial civil, que demandem o porte ou posse de arma de fogo, bem como suspensão do porte e posse de arma de fogo pelo policial”, decidiu. O servidor também foi proibido de manter contato ou se aproximar das vítimas.

Com sinais de embriaguez, o policial civil dirigia um Fiat Strada Working, de cor branca, quando invadiu a contramão da via, foi parar na calçada atropelando uma mulher, de 34 anos, que seguia acompanhada pelo esposo, de 36 anos. Após o acidente, o marido da vítima foi falar com o condutor, mas acabou atingido com tiro na região genital.

Mesmo ferido, a vítima e outro homem conseguiram imobilizar e desarmar o policial até a chegada da PM (Polícia Militar). O casal ferido foi socorrido para uma unidade de saúde. Com arranhões pelo corpo, o policial civil também precisou ser levado para receber atendimento médico. A mulher atropelada sofreu lesões nos lábios, braço e perna.

A arma usada pelo policial civil pistola. 40, que pertence ao Estado, foi recolhida pela PM, com 10 munições intactas e um carregador. O veículo foi removido por um guincho até a delegacia, com danos na lanterna e no pneu. O policial foi autuado por lesão corporal culposa, direção de veículo automotor sob efeito de álcool e homicídio simples na forma tentada.

Versão do policial - Em depoimento à polícia, o policial negou que atropelou e atirou em alguém. Ele disse que no dia do ocorrido, voltava da casa do pai de sua comadre, quando no trajeto, se deparou com um grupo de cerca de 15 pessoas. Elas, conforme relatos dele, fecharam o seu veículo e passaram a bater na janela com pedras alegando que ele havia atropelado uma pessoa.

Segundo o interrogando, ele se apresentou como policial, mas mesmo assim, as agressões não cessaram. Disse que só atirou por duas vezes, porque abriram a porta e deram uma gravata nele, o puxando para fora do carro.

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