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Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

05/09/2018 19:02

Prefeitura de MS faz varredura em parque público em busca de carrapatos-estrela

Medida foi tomada no entorno da Lagoa Maior, onde nesta sexta-feira acontece o desfile do Dia da Independência em Três Lagoas

Humberto Marques
Varredura na Lagoa Maior envolveu a área onde vivem as capivaras. (Foto: PMTL/Divulgação)Varredura na Lagoa Maior envolveu a área onde vivem as capivaras. (Foto: PMTL/Divulgação)

O setor de Vigilância Sanitária da SMS (Secretaria Municipal de Saúde) e a Semea (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) de Três Lagoas –a 338 km de Campo Grande– realizavam nesta quarta-feira (5) a segunda ação de prevenção e monitoramento do ano na Lagoa Maior para captura de exemplares de carrapato-estrela, parasita transmissor da febre maculosa.

A medida foi tomada em caráter preventivo, uma vez que o desfile cívico de 7 de Setembro será realizado na Orla da Lagoa Maior, um dos principais parques da cidade. “Mesmo nunca tendo registrado presença de carrapato-estrela no local, estamos realizando esta ação para tranquilizar a população, já que o desfile reunirá muitas pessoas”, afirmou Geórgia Medeiros, diretora de Vigilância em Saúde e Saneamento. Na véspera do aniversário da cidade, em 15 de junho, uma ação semelhante foi realizada no local, sem capturas.

Equipes da Semea e um veterinário usaram uma esteira de feltro para tentar capturar carrapatos. Se um parasita for encontrado, é enviado para análise. “Não há motivo para preocupação, pois, assim como as outras inspeções, não identificamos nenhum carrapato. Até mesmo os animais, aparentemente, estão livres do parasita”, ressaltou o veterinário Hugo Nogueira. A inspeção também foi feita em pés de árvores e áreas de aglomeração de capivaras.

A doença – A febre maculosa, também conhecida como febre do carrapato, é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, que por sua vez é transmitida pela picada do carrapato-estrela. Segundo a assessoria da prefeitura três-lagoense, a doença é transmitida de forma mais comum entre junho e outubro, quando os parasitas estão mais ativos.

A febre maculosa tem cura, mas seu tratamento deve ser iniciado com antibióticos após o surgimento dos primeiros sintomas. A doença causa inflamação do cérebro, paralisia e insuficiência respiratória ou renal, que põem em risco a vida do paciente.

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