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Interior

Presidente paraguaio se encontra com família de sequestrado na fronteira

Mario Abdo Benítez cancelou participação em missa no dia da padroeira para ir a San Pedro

Por Helio de Freitas, de Dourados | 08/12/2021 10:54
Mario Abdo (de boné) ao desembarcar hoje cedo em San Pedro. (Foto: ABC Color)
Mario Abdo (de boné) ao desembarcar hoje cedo em San Pedro. (Foto: ABC Color)

O presidente do Paraguai Mario Abdo Benítez esteve hoje (8) em San Pedro, onde se reuniu com familiares de Peter Reimer Loewen, 23, sequestrado segunda-feira por guerrilheiros do EPP (Exército do Povo Paraguaio).

O sequestro ocorreu em San Pedro, mas Peter mora em San Alfredo, povoado pertencente ao departamento de Concepción, a 78 km do município de Caracol (MS).

Para se encontrar com o pai do rapaz, David Reimer, Marito Benítez cancelou participação na principal missa celebrada hoje, no Santuário da Virgem de Caacupé, no dia padroeira do Paraguai.

O mandatário chegou a San Pedro nas primeiras horas da manhã acompanhado do ministro da Defesa Bernardo Soto e do chefe do Departamento Antissequestro Nimio Cardozo.

Pedro Reimer foi sequestrado quando fazia trabalhos de eletricista em um estabelecimento de San Pedro, departamento vizinho de Concepción e área de atuação dos guerrilheiros paraguaios.

Em carta endereçada aos familiares do colono menonita, os sequestradores exigem resgate de 500 mil dólares e distribuição de alimentos, roupas e calçados a comunidades pobres da região. A família já avisou que não tem esse dinheiro (em torno de 2,8 milhões de reais).

Hoje cedo, os familiares fizeram apelo aos sequestradores pedindo mais tempo para tentar cumprir as exigências. “Estamos recorrendo a amigos para tentar juntar o dinheiro".

Outro sequestro – No mês passado, outro colono menonita, Helmut Ediger Friesen, 74, e os funcionários dele Rolando Dias Gonzales e Odair dos Santos (brasileiro) foram sequestrados e executados na zona rural de San Estanislao, a 130 km de Paranhos (MS), no departamento de San Pedro.

Quarto funcionário conseguiu escapar dos bandidos, mas o patrão e os outros dois foram mortos mesmo após a família do colono pagar o resgate de R$ 1,6 milhão. A polícia paraguaia apontou o brasileiro Cleber Ness como mentor do sequestro. Ele segue foragido.

No dia 25 de novembro, a polícia prendeu Alfredo Benítez, 38, na periferia de San Estanislao, que estava com parte do dinheiro do resgate enterrado no quintal de casa. Ele apresentou versões diferentes para justificar o motivo de estar com o dinheiro e continua preso.

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