Preso em investigação contra o Comando Vermelho morre em presídio
Ronaldo Aguiar de Souza, de 28 anos, foi um dos alvos da Operação Liberdade Duradoura, no dia 14
Ronaldo Aguiar de Souza, de 28 anos, preso no dia 14 deste mês, no âmbito da Operação Liberdade Duradoura, foi encontrado morto na noite desta quarta-feira (22) em uma cela do Estabelecimento Penal Masculino de Nova Andradina, a 298 km de Campo Grande. Desencadeada pela Polícia Civil e pela Polícia Militar, a ação mirou um grupo suspeito de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.
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De acordo com o site Jornal da Nova, Ronaldo passou mal durante o dia e foi levado ao Hospital Regional de Nova Andradina. Após o atendimento, foi levado de volta para o presídio, onde foi encontrado morto horas depois.
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Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi até o estabelecimento penal e constatou o óbito. Policiais civis e peritos da Polícia Científica também foram ao local.
O Campo Grande News procurou a assessoria de comunicação da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) para saber quais eram os sintomas que Ronaldo apresentava e as circunstâncias da morte e aguarda resposta.

A prisão
No dia da operação, Ronaldo Aguiar de Souza foi preso na Rua Santa Catarina, no Bairro Cristo Rei. Na residência, os policiais encontraram 5 frascos de tinta spray na cor vermelha, sendo que um deles estava vazio. A suspeita é de que ele tenha usado o material para fazer pichações alusivas à facção da qual é acusado de fazer parte e ao PCC (Primeiro Comando da Capital), grupo criminoso inimigo do Comando Vermelho.
Os pais do investigado confirmaram aos policiais que os frascos de tinta pertencem a Ronaldo de Souza e acrescentaram que ele não exerce atividade profissional remunerada. Segundo a polícia, dias antes da operação, foram identificadas diversas pichações na cidade contendo inscrições e mensagens alusivas às duas organizações criminosas. Algumas foram constatadas nas proximidades da residência de Ronaldo.
Como o crime de integrar organização criminosa possui natureza permanente e diante dos indícios levantados durante a investigação e dos materiais apreendidos, a Polícia Civil entendeu que ficou caracterizada a situação de flagrante de Ronaldo de Souza.
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