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Interior

Preso no Brasil, líder do Comando Vermelho vivia com ex-miss Paraguai

Jorge Samudio, o “Samura”, foi localizado no MT, onde morava com documento falso

Por Helio de Freitas, de Dourados | 29/03/2021 17:40
A miss Paraguai 2000, Natalia Carolina Ramires Franco, estava com Samura (Foto: Reprodução)
A miss Paraguai 2000, Natalia Carolina Ramires Franco, estava com Samura (Foto: Reprodução)

Apontado como um dos principais líderes da facção carioca Comando Vermelho na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul, o narcotraficante Jorge Teófilo Samudio González, o “Samura”, 49, vivia com identidade falsa em Mato Grosso, a 1.500 km da linha internacional entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã (MS).

No momento da prisão, “Samura” estava acompanhado da namorada, a miss Paraguai 2000 Natalia Carolina Ramires Franco, 39. No Paraguai, a pedrojuanina é investigada por lavagem de dinheiro. Em 2019, Natalia teria escondido o traficante em sua casa, em Asunción.

Segundo a Senad, apesar de processada no Paraguai, Natalia não possui ordem de prisão no Brasil, por isso foi liberada.

“Samura” foi preso pela Polícia Federal com base em informações da inteligência da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai. O local exato da prisão não foi revelado. Há 18 meses ele estava foragido, depois de ser resgatado durante violento ataque de seus comparsas à escolta policial que o acompanhava no Paraguai.

Segundo a ministra Zully Rolón, chefe da Senad, apesar de ter sido flagrado com armas e documento falso, “Samura” não possui processos pendentes no Brasil e deve ser extraditado para o país de origem.

Ela disse que esse assunto será tratado pelo Ministério Público paraguaio e que a prioridade agora é retirar o traficante da região onde foi preso. Existe temor da polícia paraguaia de outra tentativa de resgate.

Natural de Capitán Bado, cidade vizinha de Coronel Sapucaia (a 400 km de Campo Grande), “Samura” atuava na região de Bella Vista Norte, de onde comandava o envio de cocaína trazida da Bolívia para o Brasil e para a Europa. É considerado peça-chave da facção carioca na fronteira por deter o controle das rotas da droga boliviana trazida de avião até a fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul.

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