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Interior

Combate ao tráfico agora inclui reflorestamento de áreas devastadas

Senad iniciou hoje a Operação Restaurar, em reservas naturais na fronteira do Paraguai com MS

Por Helio de Freitas, de Dourados | 02/09/2026 12:04
Combate ao tráfico agora inclui reflorestamento de áreas devastadas
Observada por militar, agente da Senad espalha sementes de árvores em área devastada por traficantes (Foto: Divulgação)

A Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai iniciou nesta quarta-feira (2) mais uma etapa da Operação Restaurar, para reflorestar áreas de preservação ambiental devastadas por traficantes para cultivo de maconha na linha internacional com Mato Grosso do Sul.

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A Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai iniciou mais uma etapa da Operação Restaurar para reflorestar áreas devastadas por traficantes na fronteira com Mato Grosso do Sul. A ação segue a 57ª Operação Nova Aliança, que eliminou 222 hectares de maconha e destruiu 44 acampamentos. Dados da Fundação Moisés Bertoni apontam redução de 74% nas áreas de cultivo ilícito no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2024.

Com apoio de forças especiais, a semeadura de espécies nativas ocorre nas áreas onde a Senad e a Polícia Federal brasileira desenvolveram a 57ª edição da Operação Nova Aliança. Durante 12 dias, a ação eliminou 222 hectares de cultivos de maconha e destruiu 44 acampamentos montados pelos traficantes em reservas naturais nos departamentos de Caaguazú e Canindeyú, na fronteira com municípios sul-mato-grossenses.

Conforme a Senad, para dificultar a fiscalização contra as roças de maconha, os traficantes escolhem áreas de difícil acesso em vastas reservas ambientais. As árvores são derrubadas para dar lugar ao cultivo ilegal. O trabalho de restauração visa recuperar essas áreas degradadas e preservar o patrimônio natural do país.

Relatório recente da Fundação Moisés Bertoni, administradora da Reserva Natural da Mata de Mbaracayú, revela que as novas áreas destinadas a cultivos ilícitos caíram de 662 hectares em 2023 para 450 hectares em 2025.

No primeiro semestre de 2026, foram identificados 107 hectares, o que representa uma redução de 74% em relação ao mesmo período de 2024. Criada em 1991, a Reserva Mbaracayú fica a 20 km de Paranhos.

Entre os fatores que explicam essa tendência de queda, a Fundação destaca o monitoramento permanente e a maior presença institucional no território. O resultado demonstra que a presença constante do Estado pode frear o avanço de estruturas criminosas sobre áreas de alto valor ambiental, mas a ameaça persiste e exige a manutenção das ações de vigilância, erradicação e recuperação.

Combate ao tráfico agora inclui reflorestamento de áreas devastadas
Agentes observam área desmatada para plantio de maconha em parque da fronteira (Foto: Divulgação)


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