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Interior

Produtor denuncia à polícia fogo em sua fazenda; nove casos já foram registrados

Casos se intensificaram de agosto para cá e apenas este mês, já são cinco boletins de ocorrência; nenhum autor foi identificado

Por Lucia Morel | 26/09/2020 09:55
Em queimadas e seca históricas, quase 3 milhões de hectares do Pantanal já foram consumidos, o que corresponde a praticamente 20% do bioma. (Foto: Silas Lima)
Em queimadas e seca históricas, quase 3 milhões de hectares do Pantanal já foram consumidos, o que corresponde a praticamente 20% do bioma. (Foto: Silas Lima)

Produtor rural de Corumbá, cidade a 430 Km de Campo Grande, procurou a Polícia Civil esta manhã para denunciar fogo em sua propriedade. Ele relatou que a queimada começou em fazenda vizinha e alcançou a sua, a Fazenda Santa Cecília II, na região do Paiaguás.

Conforme o boletim de ocorrência, a vítima soube que ocorria incêndio na outra fazenda e que este se espalhou. Disse ainda que não sabe como o fogo pode ter começado ou mesmo, quem o possa ter colocado.

Relata a vítima também, que sobrevoou o local e viu a propriedade vizinha queimando e por isso acredita que o fogo tenha começado lá e chegado até sua propriedade, que está em nome de seu pai.

Há ainda informação de que equipes da Fazenda Santa Cecília II vêm combatendo o fogo com recursos disponíveis no local, como soprador, abafador com galho, trator com grade e trator com lâmina.

No entanto, o combate se estende por três dias, “mas devido difícil acesso em alguns pontos, em algumas áreas o combate ao incêndio é dificultado”.

Desde o começo do ano, nove boletins de ocorrência foram registrados na 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá por incêndio em lavoura, pastagem, mata ou floresta. O primeiro, entre 24 de janeiro e 3 de fevereiro, na Fazenda Santa Tereza, em Porto Sucuri, que foi controlado com ajuda de brigadistas.

De lá para cá, a situação piorou muito, sendo que dos nove boletins registrados, sete são a partir de agosto e cinco deles, somente em setembro. Em nenhum dos casos foi identificada a origem do fogo ou o autor. Maioria dos casos é na região do Paiaguás e Porto do Manga.

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