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Interior

Protestos avançam e bloqueiam 70 pontos no Paraguai

Só na estrada entre Asunción e Pedro Juan Caballero, são 11 pontos interditados hoje

Por Helio de Freitas, de Dourados | 24/03/2022 14:52
Campesinos e caminhoneiros unidos em bloqueio de estrada perto de Capitán Bado. (Foto: Direto das Ruas)
Campesinos e caminhoneiros unidos em bloqueio de estrada perto de Capitán Bado. (Foto: Direto das Ruas)

A mobilização nacional de caminhoneiros contra a alta dos combustíveis e de campesinos em defesa de reforma agrária bloqueia pelo menos 70 pontos das principais estradas do Paraguai nesta quinta-feira (24). Moradores de Mato Grosso do Sul que viajaram à capital paraguaia para o festival Asunciónico (cancelado por causa de temporais) não conseguem voltar para casa.

São 11 bloqueios apenas no trecho de 450 quilômetros da Ruta V, entre Asunción (onde está a maioria dos sul-mato-grossenses) e Pedro Juan Caballero, cidade separada por uma rua de Ponta Porã (MS).

Há bloqueios também nos acessos a Salto del Guairá, cidade vizinha de Mundo Novo (MS); a Capitán Bado ao lado de Coronel Sapucaia; a Bella Vista Norte – separada de Bela Vista (MS) pelo Rio Apa – e no Chaco paraguaio, imensidão pouco povoada na fronteira com a Bolívia.

Fontes ouvidas pelo Campo Grande News revelam que em alguns locais, a passagem de carros pequenos é liberada por 30 minutos a cada quatro horas, mas na maioria dos bloqueios, apenas ambulâncias podem passar.

Várias cidades paraguaias decretaram feriado municipal nesta quinta e a maioria das escolas dispensou os alunos em apoio aos caminhoneiros e aos campesinos, como são conhecidos no Paraguai os trabalhadores sem-terra e pequenos agricultores. Hoje é dia da 28ª Marcha Campesina, concentrada na capital.

Estrada bloqueada durante protestos hoje, no Paraguai. (Foto: Direto das Ruas)
Estrada bloqueada durante protestos hoje, no Paraguai. (Foto: Direto das Ruas)

Em Arroyito, a 143 km de Pedro Juan Caballero, pais, estudantes, professores e agricultores se uniram no bloqueio da rodovia para cobrar do governo federal a revogação de lei que criminaliza a ocupação de terras, mais incentivo para a agricultura familiar e regulação do preço dos combustíveis.

Em San Estanislao (a 136 km da região de Sete Quedas), houve princípio de tumulto após a passagem de alguns caminhões pequenos. Manifestantes que estão há dias no bloqueio tentaram impedir e foi preciso a polícia intervir.

Segundo os líderes dos protestos, são pelo menos 3 mil caminhoneiros e 4.500 campesinos mobilizados nas manifestações de hoje. Até agora, não houve acordo sobre o preço dos combustíveis. Nem mesmo a redução nos postos da Petropar (equivalente à Petrobras) foi suficiente para acabar com a greve de caminhoneiros que já dura 15 dias.

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