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Receita retém 15 t de solvente usado no refino de cocaína

Volume permitiria processar 30 toneladas da droga, aponta o órgão; fiscalização ocorreu hoje (20), em Corumbá

Por Mylena Fraiha | 20/09/2026 13:23
Receita retém 15 t de solvente usado no refino de cocaína
Tonéis encontrados em carreta na fronteira de Corumbá com a Bolívia (Foto: Reprodução/Receita Federal).

Carreta com aproximadamente 15 toneladas de acetato de etila foi retida durante fiscalização realizada na região de fronteira entre Corumbá e a Bolívia, na manhã deste domingo (20). O produto químico possui aplicações industriais, mas também pode ser utilizado no processo de refino da cocaína.

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Uma carreta com cerca de 15 toneladas de acetato de etila foi retida durante fiscalização da Receita Federal e da Polícia Federal na fronteira entre Corumbá e a Bolívia, neste domingo (20). A carga não correspondia à nota fiscal e o produto pode ser usado no refino de cocaína. Segundo estimativas, a quantidade apreendida seria suficiente para produzir 30 toneladas da droga. O motorista e o veículo foram encaminhados à Polícia Federal.

A abordagem ocorreu por volta das 8h30 e reuniu equipes da Receita Federal e da Polícia Federal. Segundo os órgãos, a carga transportada não correspondia à especificação registrada na nota fiscal.

O veículo, o produto e o motorista foram encaminhados à unidade da Polícia Federal em Corumbá. A eventual ocorrência de crime e as circunstâncias do transporte ainda serão analisadas. Não foi informado se o condutor permaneceu detido.

Conhecido como “solvente nobre”, o acetato de etila pode ser empregado na transformação da cocaína-base em cloridrato de cocaína, forma em que a droga costuma ser comercializada para consumo.

Conforme estimativa apresentada pela Receita Federal, traficantes utilizariam, em média, um litro do produto químico para cada dois quilos de cocaína processada. A partir dessa proporção e da concentração encontrada, os agentes calculam que a carga poderia ser empregada na produção de aproximadamente 30 toneladas da droga. A estimativa não significa, contudo, que havia cocaína junto ao carregamento.

Participaram da fiscalização servidores do GRVR (Grupo Regional de Vigilância e Repressão) da 1ª Região Fiscal, além de equipes especializadas e policiais federais lotados em Corumbá.

A Receita Federal afirmou que tem ampliado o monitoramento de precursores químicos na fronteira diante de tentativas recorrentes de circulação irregular dessas substâncias. A fiscalização busca impedir que produtos de uso permitido sejam desviados para laboratórios ligados ao narcotráfico.

Os órgãos não informaram a origem e o destino declarados da carga, a identificação da empresa responsável pelo transporte nem o local exato da abordagem. O caso permanece sob investigação da Polícia Federal.

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