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Interior

Réu por morte de jogador comprou arma meses antes do assassinato, confirma pai

Tudo leva a crer que ciúmes tenha levado o jogador até a casa da ex, onde foi assassinado

Por Anahi Zurutuza | 28/02/2024 16:55
De acordo com resconstituição feita pela Polícia Civil, imagem mostra momento que Hugo leva tiro na cabeça, disparado por Danilo. (Foto: Laudo da reprodução simulada)
De acordo com resconstituição feita pela Polícia Civil, imagem mostra momento que Hugo leva tiro na cabeça, disparado por Danilo. (Foto: Laudo da reprodução simulada)

Danilo Alves Vieira da Silva, 19, réu pelo assassinato do jogador de futebol Hugo Vinícius Skulny Pedrosa, de 19 anos, comprou uma arma três ou quatro meses antes do crime. O próprio pai do rapaz, durante depoimento, no primeiro de audiências do caso na Justiça, que admitiu saber que o filho tinha um revólver.

A informação é do advogado assistente da acusação, Carlos Reis. No entanto, não há como saber se a arma é a mesma usada na execução, porque até hoje ela não foi encontrada.

Convocado como testemunha pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o homem foi questionado pelo promotor Paulo Riquelme se sabia que o filho tinha uma arma de fogo. Ele respondeu afirmativamente e disse que Danilo havia comprado revólver cerca de três ou quatro meses antes da data do homicídio, sob protestos do pai. O filho justificou, segundo o depoimento, que precisava andar armado por segurança, já que trabalhava nos negócios da família em cidade fronteiriça. A

Para o advogado contratado pela família da vítima, este foi um dos pontos cruciais na tarde de terça-feira (27), quando 13 pessoas – entre policiais, a delegada responsável pelo caso, amigos e familiares das vítimas e dos réus –, foram arroladas pela acusação para depor nesta fase de instrução do processo.

Outro ponto importante, na opinião do assistente da acusação, foi depoimento de uma vizinha de Rubia Joice de Oliver Luivisetto, de 21 anos, ex-namorada de Skulny e ré pelo homicídio. A testemunha diz ter visto a mãe e o padrasto da jovem lavando a casa na manhã do assassinato, o que pode indicar a tentativa de esconder o crime.

Na tarde desta quarta-feira (28), as testemunhas de defesa estão sendo ouvidas. Várias delas são questionadas sobre como era o relacionamento do casal, Rubia e Hugo.

O que não ficou claro até agora, nem para a polícia e nem para o MP, é a motivação do crime, mas tudo leva a crer que ciúmes tenha feito o jogador ir até a casa da ex, onde foi executado. Na noite anterior, eles estavam na mesma festa e ela, na companhia de Danilo, teria feito provocações à vítima.

O interrogatório dos réus, marcado para esta quinta-feira (29), pode esclarecer melhor o que aconteceu na madrugada daquele domingo. Rubia já disse à polícia que Danilo atirou no ex para defendê-la, durante briga, e depois fez ameaças para que ela mantivesse o silêncio. Já o rapaz se recusou a falar em solo policial e deve dar sua versão em juízo.

Policiais simulam momento que corpo é jogado no Rio Iguatemi (Foto: PCMS/Divulgação)  
Policiais simulam momento que corpo é jogado no Rio Iguatemi (Foto: PCMS/Divulgação)

A acusação – Até esta semana, a ação penal tramitava em sigilo. Mas, de acordo com o que foi divulgado pela investigação, Hugo saiu da festa em um posto de combustíveis em Pindoty Porã, cidade paraguaia que faz fronteira com Sete Quedas, naquela madrugada, e foi deixado por amigos na casa da ex-namorada e então “sumiu”. A família procurou a polícia e registrou um boletim de desaparecimento.

Uma denúncia anônima levou às buscas pelo jogador ao Rio Iguatemi. O Corpo de Bombeiros trabalhou intensamente, sem sucesso nos três primeiros dias, mas depois, chegou a “Maninho” – amigo de Rubia, que confessou ter ajudado na ocultação do cadáver. Ele apontou onde o corpo do jogador foi desovado, um ponto do rio que passa por dentro da propriedade rural da família de Danilo.

No dia 2 de julho, bombeiros passaram a localizar partes do corpo da vítima. Foi então que a brutalidade do crime: os envolvidos haviam cortado a vítima em pequenos pedaços.

Após se entregar à polícia, Rubia alegou que Danilo havia atirado em Hugo e depois, fez ameaças de morte para que ela e “Maninho”.

A moça também afirmou que o “ficante” e o amigo foram os responsáveis por colocar o corpo de Hugo na carroceria do veículo dela e se livrarem do cadáver. Disse que não sabia o que havia sido feito do corpo, muito menos do esquartejamento.

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