Saneamento avança em MS, amplia cobertura e transforma rotina de famílias
Dados mostram ampliação da rede coletora, aumento da capacidade de tratamento e impactos sociais diretos

Os investimentos em saneamento básico vêm ampliando a cobertura de água tratada e rede de esgoto em Mato Grosso do Sul, impulsionando obras de infraestrutura e alterando a rotina de milhares de famílias na Capital e no interior do Estado.
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Em Campo Grande, a expansão dos serviços consolidou a universalização do abastecimento de água e ampliou a capacidade de tratamento de esgoto. Já no interior, a parceria entre a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal acelerou a implantação de redes coletoras e estações de tratamento em dezenas de municípios.
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No Jardim Seminário, em Campo Grande, a moradora Neuza dos Santos lembra das dificuldades enfrentadas antes da chegada da água encanada. Segundo ela, a família dependia de um único poço e o abastecimento exigia esforço diário. Hoje, afirma que a realidade mudou com o acesso à água tratada.
Os avanços também são percebidos em cidades do interior. Em Itaquiraí, o prefeito Thalles Tomazelli afirmou que as obras fortalecem a infraestrutura urbana e trazem reflexos para saúde pública e desenvolvimento local.
Na Capital, o sistema de saneamento conta atualmente com duas Estações de Tratamento de Água (ETAs), mais de 150 poços e 107 reservatórios. No esgotamento sanitário, duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) operam na cidade, com capacidade para tratar cerca de 92,6 milhões de litros por dia.
Entre as obras em andamento está a ETE Botas, na região norte de Campo Grande, que deverá ampliar significativamente a capacidade de tratamento de esgoto da cidade. A estrutura integra o processo de expansão da rede em uma Capital que já possui mais de 3,2 mil quilômetros de rede de esgoto e cerca de 4 mil quilômetros de rede de água.
Dados do Instituto Trata Brasil citados no levantamento apontam que Campo Grande aparece entre as capitais brasileiras com maior investimento per capita em saneamento.
No interior do Estado, a expansão ganhou escala nos últimos anos. Entre 2021 e 2025, os investimentos em implantação de redes coletoras chegaram a R$ 525 milhões. Para o período entre 2026 e 2028, a previsão é de novos aportes voltados à ampliação da infraestrutura, incluindo estações de tratamento e elevatórias.
Segundo os dados apresentados, a cobertura de esgoto em Mato Grosso do Sul passou de cerca de 46% para mais de 75% nos últimos anos. A estrutura atual atende 68 municípios e inclui dezenas de estações de tratamento e elevatórias em operação.
Além da infraestrutura, estudos do Instituto Trata Brasil relacionam o avanço do saneamento à redução de internações por doenças ligadas à falta de coleta e tratamento de esgoto, além da valorização imobiliária em áreas atendidas pelos serviços.

