Cobertura de esgoto em MS salta de 46% para 75% e capital antecipa meta nacional
Estado amplia rede, dobra volume tratado e soma mais de R$ 3 bi em investimentos entre capital e interior

O avanço do saneamento básico em Mato Grosso do Sul tem sido puxado por números expressivos nos últimos anos. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), com base em 2023, mostram que a cobertura de coleta de esgoto no Estado saltou de 46% para 75,12% desde 2020 — crescimento bem acima da média do Centro-Oeste, que passou de 59,5% para 66,5% no mesmo período.
RESUMO
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Mato Grosso do Sul registrou avanço expressivo no saneamento básico, com a cobertura de coleta de esgoto saltando de 46% para 75,12% desde 2020. Campo Grande atingiu a universalização antes do prazo legal de 2033, com R$ 2,5 bilhões investidos desde 2000. No interior, a PPP com a Sanesul implantou 729 km de rede em 68 municípios. Um novo ciclo de R$ 700 milhões projeta 94% de cobertura até 2028.
Na capital, Campo Grande atingiu a universalização do saneamento antes do prazo previsto pelo marco legal do setor, que estabelece a meta até 2033, segundo dados divulgados hoje pela Águas Guariroba, concessionária responsável pelo serviço. A cidade conta com mais de 4 mil quilômetros de rede de água tratada e outros 3 mil quilômetros de rede de esgoto, com 100% do volume coletado passando por tratamento antes de retornar ao meio ambiente.
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Esse resultado é sustentado por um volume acumulado de investimentos de R$ 2,5 bilhões desde 2000, quando o serviço foi concedido na capital.
Interior acelera expansão
Fora de Campo Grande, a expansão do sistema também avançou com a Parceria Público-Privada (PPP) firmada com a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal, empresa da Aegea Saneamento. Entre 2021 e abril de 2026, foram implantados 729 quilômetros de rede de esgoto em 68 municípios, com 58 mil novas ligações domiciliares. Ao todo, cerca de 161,8 mil pessoas passaram a ter acesso ao serviço.
O investimento no período soma R$ 525 milhões.
Em cidades do interior, os índices de cobertura avançaram de forma acelerada. Antônio João saiu de 49% para 91,4%; Angélica, de 58,95% para 94,78%; e Batayporã, de 71,86% para 98,32%.
Além da expansão física da rede, o volume de esgoto tratado no Estado mais que dobrou: passou de 13,9 bilhões de litros por ano para 32 bilhões até o fim de 2025.
Impacto ambiental e nova fase de investimentos
A ampliação da infraestrutura também reduziu o lançamento de esgoto sem tratamento. Desde o início da PPP, cerca de 131,6 bilhões de litros deixaram de ser despejados diretamente em rios e córregos.
Para manter o ritmo de expansão, um novo ciclo de investimentos foi contratado em 2025, com financiamento superior a R$ 700 milhões. A projeção é alcançar 94% de cobertura de esgoto antes de 2028, com a instalação de mais 2.600 quilômetros de rede, conexão de 344 mil imóveis e ampliação da capacidade de tratamento.
Com os novos aportes, Mato Grosso do Sul se consolida entre os estados com maior avanço proporcional no saneamento básico no país, impulsionado pela combinação de investimentos contínuos e expansão acelerada da rede.

