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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

25/08/2016 08:02

Sem principal acusado, Paraguai reconstitui execução de Jorge Rafaat

Brasileiro acusado de manusear metralhadora usada para matar chefão do narcotráfico está preso em Assunção

Helio de Freitas, de Dourados
Reconstituição da morte de Jorge Rafaat foi feita ontem em Pedro Juan Caballero (Foto: Última Hora)Reconstituição da morte de Jorge Rafaat foi feita ontem em Pedro Juan Caballero (Foto: Última Hora)

A pedido dos advogados de defesa, o Ministério Público do Paraguai fez ontem à tarde a reconstituição da execução do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, ocorrida no dia 15 de junho deste ano em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

O brasileiro Sérgio de Lima dos Santos, que está preso na penitenciária de Assunção, acusado de ter manuseado a metralhadora usada para perfurar a blindagem do carro de Rafaat, foi notificado sobre a reconstituição, mas enviou apenas seu advogado.

A promotora Camila Rojas acompanhou a reconstituição, feita no cruzamento das ruas Tenente Herrero e Elisa Lynch, no bairro San Gerardo, área central de Pedro Juan Caballero. Nesse local, por volta de 19h do dia 15 de junho, dezenas de pistoleiros cercaram o comboio que dava segurança ao narcotraficante e Rafaat foi morto a tiros de metralhadora.

Sergio dos Santos foi ferido no rosto por um dos seguranças de Rafaat e abandonado em uma clínica particular na cidade e depois levado por um advogado para um hospital na região metropolitana de Assunção, onde foi preso.

Segundo a promotora, a diligência desta quarta-feira serviu para tirar dúvidas nos depoimentos de oito seguranças armados de Rafaat que faziam a escolta e 12 policiais, que trocaram tiros com os guardas do narcotraficante. Os seguranças estão presos em Pedro Juan.

O juiz Edgar Ramirez, que concedeu o pedido da defesa para a reconstituição, explicou a ausência de Sérgio de Lima dos Santos. “É difícil trazer Sergio de Lima, porque precisa montar uma grande estrutura de segurança”, afirmou ele ao jornal Última Hora.

O juiz também considerou “muito arriscado” expor o principal acusado da maior execução dos últimos tempos na fronteira.



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