“Sintonia do MS”: vídeo mostra homem exibindo armas após morte de PM
Polícia apura possível ligação do conteúdo com suspeitos envolvidos no ataque a Marcelo Pimenta da Silva
Vídeo que circula nas redes sociais ganhou repercussão após a morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, da Polícia Militar, morto na noite desta terça-feira (30), durante uma perseguição a um Fiat Argo cinza em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande.
RESUMO
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Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um homem exibindo fuzis e fazendo ameaças enquanto cita Corumbá, Ladário e a Bolívia, ganhando repercussão após a morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva, 32 anos, da Polícia Militar, baleado durante perseguição a um Fiat Argo cinza em Corumbá. O militar foi atingido na cabeça, no tórax e no braço e não resistiu. A ligação do vídeo com o crime ainda será apurada pelas autoridades.
Na gravação, um homem aparece em tom de deboche e intimidação, exibindo armas de grosso calibre enquanto cita Corumbá, Ladário e a Bolívia. Ele mostra ao menos um fuzil, menciona munição 5.56 e se refere às armas como “brinquedos”. Durante a fala, o criminoso afirma que o grupo estaria armado na região de fronteira e faz ameaças a rivais ou desafetos, dizendo que quem cruzasse o caminho deles seria atacado.
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O vídeo também chama atenção porque o homem cita a “sintonia do MS” e a “terrinha branca”, expressão usada para se referir a Ladário. Em outro trecho, ele afirma que uma das armas seria de uso pessoal dele e faz referência a mortes supostamente cometidas na Bolívia. A fala é carregada de gírias, palavrões e ameaças, em uma tentativa de ostentar poder e domínio territorial.
A autenticidade da gravação, a data em que foi feita e a possível ligação direta do homem que aparece no vídeo com os envolvidos na morte do policial ainda devem ser apuradas pelas forças de segurança. Até o momento, o conteúdo é tratado como um dos elementos que passaram a circular após o crime e que aumentaram a tensão na região de fronteira.
Morte PM - Marcelo foi atingido por disparos na cabeça, no tórax e no braço enquanto acompanhava o veículo suspeito. Após o crime, equipes policiais montaram uma operação em Corumbá e na região de fronteira. Um dos suspeitos de envolvimento na morte do soldado morreu durante diligências realizadas no município.
Segundo o boletim de ocorrência, Marcelo fazia parte de uma equipe do Getam (Grupo Especial Tático de Motocicletas). Ele estava em uma motocicleta com outro militar na garupa quando foi baleado. Depois dos tiros, perdeu o controle da moto e caiu.
O socorro foi acionado por rádio, junto com o alerta sobre as características do carro usado na fuga. Uma viatura foi até o local, prestou apoio à equipe e levou Marcelo para atendimento médico. Na unidade hospitalar, o soldado recebeu atendimento de emergência e foi encaminhado ao centro cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos.
A perseguição começou depois de um ataque a tiros contra uma residência em Ladário, município vizinho a Corumbá. Imagens de câmeras de segurança mostram pelo menos três homens descendo de um Fiat Argo e atirando contra um imóvel localizado em uma alameda próxima à praça do bairro Almirante Tamandaré.
Conforme o registro policial, os disparos teriam partido de ocupantes de um Fiat Argo cinza. Depois do ataque, o carro fugiu em direção ao portal de entrada de Corumbá.
Durante o deslocamento pela Rua Nossa Senhora do Carmo, a equipe de Marcelo avistou um veículo com as mesmas características seguindo no sentido contrário. Os militares retornaram e passaram a acompanhar o carro, usando sinais sonoros e luminosos para tentar fazer o motorista parar.
O condutor não obedeceu e seguiu pela Rua Totico de Medeiros. Durante o trajeto, o veículo reduziu a velocidade por alguns instantes. Nesse momento, um dos ocupantes atirou várias vezes contra os policiais. De acordo com o boletim de ocorrência, a ação foi repentina e não houve tempo para reação.
O caso mobiliza forças de segurança na região de fronteira, área considerada estratégica para rotas criminosas entre Mato Grosso do Sul e a Bolívia. As investigações devem apurar se o vídeo viralizado tem relação direta com os suspeitos do ataque e da morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva.
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