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Interior

Terceirizados da Sanesul desviam materiais da empresa e acabam presos

Além dos quatro funcionários, foram detidos outros dois homens que contrataram os serviços; estes devem responder por receptação

Por Maressa Mendonça | 09/04/2020 12:22
Canos furtados por funcionários de empresa terceirizada (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Canos furtados por funcionários de empresa terceirizada (Foto: Divulgação/Polícia Civil)


A Polícia Civil prendeu quatro funcionários de empresa terceirizada da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) por furto qualificado em Três Lagoas, município distante a 326 quilômetros de Campo Grande. Eles desviavam materiais da empresa para fazer ligações particulares de esgoto. Outros dois homens que contrataram os serviços também foram presos por receptação.

Investigadores da Deco ( Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado) e do SIG (Setor de Investigações Gerais) receberam denúncias anônimas sobre funcionários que estariam furtando barras de cano de cem milímetros, repassando o material para outras pessoas e fazendo ligação de rede de esgoto com os materiais que eram repassados pela empresa.

Os policiais passaram a investigar os suspeitos e flagraram eles realizando uma dessas ligações particulares de esgoto em imóvel no bairro Jardim Alvorada. Os funcionários estavam utilizando a retroescavadeira da empresa.

Ainda durante a investigação, os policiais flagraram um dos funcionários indo até um lava jato no bairro Parque das Araras para deixar as barras de cano.

Os quatro funcionários, com idades entre 25 e 36 anos, foram presos em flagrante por furto qualificado por abuso de confiança e concurso de pessoas. O proprietário da casa onde estava sendo realizada a ligação de esgoto e o dono do lava a jato também vão responder criminalmente.

No primeiro caso, o morador de 44 anos foi preso em flagrante por receptação, mas pagou fiança de R$ 1,1 mil e vai responder o processo em liberdade. Ele disse ter pago R$ 400 pelo serviço, incluindo a compra dos canos. O valor teria sido depositado na conta de um dos funcionários para ser compartilhado entre os outros.

O dono do lava a jato de 27 anos também foi preso por receptação. Em princípio ele disse que ganhou as barras de cano, mas a polícia descobriu que ele pagou R$ 30 por unidade. Após pagar fiança de R$ 1,1 mil ele também foi liberado.

As investigações continuam para descobrir se há outros funcionários envolvidos e os proprietários de imóveis que realizaram as ligações de esgoto particulares.