Terceiro suspeito por morte de PM é executado em confronto
Waldiney Alfonso era procurado desde o assassinato do soldado Marcelo Pimenta

O terceiro suspeito de envolvimento na morte do soldado da PM (Polícia Militar), Marcelo Pimenta da Silva, morreu em confronto com policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) no início da noite desta sexta-feira (10), em uma propriedade rural de Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande.
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Segundo a corporação, Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, reagiu à abordagem com disparos de arma de fogo, foi baleado, socorrido e morreu no hospital. É a 78ª morte em confronto com forças de segurança registrada em Mato Grosso do Sul neste ano, conforme levantamento do Campo Grande News.
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De acordo com a nota enviada à imprensa, equipes do Bope receberam denúncia de que Waldiney estava escondido em uma área próxima à fronteira entre Brasil e Bolívia, no lado brasileiro. A operação contou com apoio do 6º Batalhão da PM e da Polícia Federal.
Ainda conforme a corporação, os policiais localizaram o suspeito durante as buscas. A PM afirma que ele não obedeceu à ordem de abordagem e atirou contra a equipe com uma pistola Browning calibre 9 milímetros. Os militares revidaram e atingiram Waldiney.
O suspeito recebeu atendimento médico e foi levado para uma unidade de saúde de Corumbá, mas não resistiu aos ferimentos. A arma informada pela PM foi apreendida.
Waldiney era procurado desde 30 de junho, quando o soldado Marcelo foi morto durante uma perseguição policial em Corumbá. Na ocasião, equipes do Getam tentavam abordar um Fiat Argo suspeito de participar de um ataque a tiros contra uma residência em Ladário. Durante a fuga, um dos ocupantes do veículo disparou contra os policiais. Marcelo foi atingido na cabeça, no tórax e no braço e morreu após passar por cirurgia.
A investigação já havia identificado outros dois suspeitos pelo assassinato do militar. Everton da Silva Viana morreu em uma ação policial horas depois de ser preso. Rubens Zilio Neto foi executado enquanto era transportado sob escolta do Bope para Campo Grande, após um atirador disparar contra o comboio durante parada em um posto de combustíveis na BR-262.
Depois da morte de Marcelo, a PM intensificou operações em Corumbá e na região de fronteira. Em coletiva nesta semana, o comandante-geral da corporação, coronel Renato dos Anjos Garnes, afirmou que a maioria das pessoas mortas nas ações tinha ligação direta ou indireta com o grupo investigado pelo assassinato do soldado.

