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Trabalhador cai em caminhão de piche e morre ao tentar recuperar celular

Vítima era de Goiás e havia chegado à região na segunda (10) para trabalhar

Por Gustavo Bonotto e Clara Farias | 13/08/2026 17:52
Trabalhador cai em caminhão de piche e morre ao tentar recuperar celular
Militares do Corpo de Bombeiros em cima do caminhão de piche que o trabalhador caiu, na BR-163. (Foto: Vinicius Santos/Imagem cedida)

Wadson dos Santos Souza, de 20 anos, morreu nesta quinta-feira (13) após cair de cabeça dentro de um caminhão-tanque com emulsão asfáltica enquanto tentava recuperar o celular, no km 535 da BR-163, em Jaraguari, a cerca de 40 quilômetros de Campo Grande. O acidente ocorreu durante o trabalho de uma equipe terceirizada às margens da rodovia, no sentido Bandeirantes. O corpo foi retirado do reservatório por equipes de resgate e a morte foi constatada no local.

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Wadson dos Santos Souza, de 20 anos, morreu nesta quinta-feira (13) após cair dentro de um caminhão-tanque com emulsão asfáltica ao tentar recuperar o celular no km 535 da BR-163, em Jaraguari (MS). O jovem, operador de máquina de empresa terceirizada, apresentava queimaduras no rosto e rigidez cadavérica quando foi retirado do reservatório. A perícia analisará as circunstâncias do acidente para determinar a causa da morte.

Conforme apurado pela reportagem, Wadson acompanhava outros trabalhadores durante a transferência da emulsão asfáltica entre dois caminhões. O jovem estava sentado na plataforma de um dos veículos quando avisou que o celular havia caído dentro do tanque. Ele tentou buscar o aparelho mesmo após ser orientado a não entrar no reservatório.

A testemunha contou à polícia que desceu para desligar a bomba usada na transferência do produto e retornou imediatamente ao caminhão. Ao subir novamente, encontrou Wadson com a cabeça dentro do tanque e as pernas voltadas para cima. O homem tentou retirar o trabalhador, mas desistiu devido ao forte odor químico no reservatório e pediu socorro.

Equipes de resgate, do Corpo de Bombeiros e da empresa responsável pelo atendimento da obra foram mobilizadas. O corpo foi retirado do tanque para avaliação médica e a morte foi constatada por volta das 16h45. Segundo o registro, Wadson já apresentava rigidez cadavérica naquele momento.

Ainda segundo testemunha, a emulsão asfáltica estava em temperatura elevada e poderia chegar perto de 200°C durante o uso. Quando o local foi liberado, equipes da Motiva Pantanal mediram aproximadamente 33°C no produto. Wadson apresentava queimaduras no rosto e no couro cabeludo, além de forte odor químico.

A Polícia Civil recebeu o primeiro comunicado da PRF (Polícia Rodoviária Federal) por volta das 16h15. A área já estava isolada quando os investigadores chegaram e equipes da Perícia Científica realizaram os levantamentos necessários antes da liberação do corpo.

Responsável pela empresa Depav, que empregava os trabalhadores, informou à polícia que Wadson exercia a função de operador de máquina. Segundo ele, o jovem não deveria estar naquele ponto específico nem manusear o caminhão-tanque e acompanhava os demais funcionários no serviço.

Os trabalhadores moravam em Abadia de Goiás (GO) e haviam chegado à região na segunda. Uma equipe de Engenharia de Segurança do Trabalho também esteve no local para acompanhar o atendimento e os procedimentos relacionados ao acidente.

Mais cedo, a Motiva Pantanal informou que o CCO (Centro de Controle Operacional) recebeu o chamado às 14h59 e acionou equipes de resgate. A concessionária confirmou que Wadson trabalhava para uma empresa terceirizada.

A perícia vai analisar as queimaduras, a exposição ao produto químico e as demais circunstâncias do acidente para determinar a causa da morte.

[ * ] Matéria alterada às 18h59 para acréscimo de conteúdo.

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