Trabalhador questiona insalubridade e inclui indústria de celulose em processo
Funcionário atuava por prestadora e pede análise das condições na fábrica

Um trabalhador que atuou em obra ligada à indústria de celulose em Ribas do Rio Pardo acionou a Justiça do Trabalho pedindo reconhecimento de direitos e a responsabilização não só da empresa contratante, mas também da Suzano S.A., dona da unidade.
RESUMO
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Trabalhador que atuou em obra ligada à indústria de celulose em Ribas do Rio Pardo acionou a Justiça do Trabalho contra a Enesa Engenharia e a Suzano S.A., avaliada em R$ 123,6 mil. O processo apura alegações de trabalho em condições insalubres, com perícia técnica realizada na unidade industrial às margens da BR-262. O caso está em grau de recurso no TRT da 24ª Região sem acordo entre as partes.
A ação foi movida contra a Enesa Engenharia Ltda., responsável direta pela contratação, mas inclui a Suzano como segunda ré, numa tentativa de estender a responsabilidade sobre eventuais irregularidades. O valor da causa foi fixado em R$ 123,6 mil.
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Um dos pontos centrais do processo é a alegação de trabalho em condições insalubres. Durante a tramitação, a Justiça determinou a realização de perícia técnica dentro da própria unidade industrial, localizada na zona rural do município, às margens da BR-262.
Um laudo foi solicitado para avaliar se as atividades desempenhadas pelo trabalhador envolviam exposição a agentes nocivos à saúde.
O caso segue a linha comum em grandes obras industriais, em que trabalhadores contratados por empresas terceirizadas buscam responsabilizar também a empresa principal. Nesse tipo de situação, a Justiça analisa se houve falha na fiscalização das condições de trabalho ou vínculo indireto que justifique a inclusão da contratante no processo.
Após a fase de instrução, o caso avançou para o Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, onde passou a ser analisado em grau de recurso. Até o momento, os autos indicam que não houve acordo entre as partes durante as audiências.
O Campo Grande News tenta contato com a assessoria da fábrica. O espaço segue aberto para manifestção.
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