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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

05/07/2016 15:42

Tráfico usa pessoas doentes para transportar drogas em carros oficiais

Priscilla Peres

Traficantes que atuam na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia têm utilizado pessoas com doenças graves, para transportar droga em veículos oficiais da Secretaria de Saúde de Corumbá - distante 419 km de Campo Grande, de acordo com o Ministério Público Estadual.

Quatro pessoas nessa situação foram flagradas com drogas, denunciadas e presas. Segundo o MPE/MS, organizações criminosas aliciavam pacientes que precisam realizar tratamento médico-hospitalar em Campo Grande. O transporte era feito em ônibus fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o Promotor de Justiça, titular da 6ª Promotoria de Justiça de Corumbá, Marcos Martins de Brito, chamou atenção a "ousadia e a insensibilidade" de organizações criminosas que aliciam pacientes em situação de vulnerabilidade social, abaladas psicologicamente pela doença e com problemas financeiros.

"As organizações criminosas procuram arregimentar essas pessoas, pois os ônibus da Saúde, como são conhecidos os veículos que transportam os pacientes para Campo Grande, tendem a passar despercebidos pelas barreiras policiais, imunes a qualquer fiscalização”, explica o promotor de Justiça.

Casos - Entre as pessoas denunciadas pelo MPE, está um paciente que tinha Hanseníase e viajava para Campo Grande com frequência, com passagem paga pelo município ou em veículo da Secretaria Municipal da Saúde. Em uma das viagens, foi pego com três tabletes de cocaína que somaram 2,225kg.

Outro caso foi de um paciente que fazia tratamento de câncer na boca e laringe. Ele foi flagrado com 8kg de pasta-base de cocaína. Após o mandado de prisão, ele obteve o benefício de prisão domiciliar, devido a sua necessidade de tratamento contínuo na Capital.

A secretária de Saúde Desiane Silva, explica que não há suspeita do envolvimento de servidores no caso e que os casos encontrados cabem a investigação da Polícia Federal. "A prefeitura não tem o poder de fiscalizar, nós orientamos e não levamos ninguem que não tenha de fato algum tratamento agendado na Capital".

(Matéria editada às 16h16 para acréscimo de informações)



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