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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

04/11/2015 15:54

Um ano depois, dois envolvidos em assalto a advogado continuam foragidos

Policial federal que matou o amigo pensando ser um dos assaltantes responde por homicídio, mas julgamento ainda não foi marcado

Helio de Freitas, de Dourados
Márcio Alexandre dos Santos foi morto pelo amigo durante assalto na madrugada de 25 de outubro do ano passado (Foto: Arquivo)Márcio Alexandre dos Santos foi morto pelo amigo durante assalto na madrugada de 25 de outubro do ano passado (Foto: Arquivo)

No dia 25 de outubro fez um ano da morte do advogado Márcio Alexandre dos Santos, 36, ocorrida em Dourados, a 233 km de Campo Grande, durante assalto. Quatro bandidos roubaram a caminhonete dele, uma Toyota Hilux SW4, e ao reagir ao assalto o policial federal Marcello Portela da Silva, amigo do advogado, matou Márcio Alexandre com oito tiros, supostamente por confundi-lo com um dos assaltantes.

Um ano depois da trágica madrugada na antevéspera das eleições, o caso ainda está longe de uma solução. Dos quatro acusados pelo roubo, um foi condenado, um absolvido e dois nunca foram localizados pela polícia e por isso o processo contra eles está suspenso.

Já o processo pela morte do advogado ainda está em andamento e não existe certeza se o policial federal, embora denunciado pelo Ministério Público, irá a júri popular. Portela e o advogado passaram o dia bebendo juntos e foram assaltados quando voltavam para casa.

Márcio usava roupas parecidas com as de um dos assaltantes, o que teria confundido o policial, que atirou oito vezes no amigo, mesmo após ele cair no chão ferido. Até um dos assaltantes achou que o homem caído era um dos cúmplices, segundo os depoimentos ao longo do processo.

O advogado Felipe Casuo Azuma, assistente da acusação, disse ao Campo Grande News que uma audiência está agendada para o dia 16 deste mês, para interrogatório de Marcello Portela. Nesse dia o Judiciário deve decidir se o caso será ou não julgado pela sociedade, como acontece quando se trata se crime contra a vida.

Condenado – Isaque Daniel Gonçalves Baptista, 23, o “Carioca”, que estava armado com um revólver calibre 22 e foi ferido na barriga por dois tiros disparados pelo policial federal, foi o único condenado até agora pelo assalto.

Em julho deste ano, o juiz da 2ª Vara Criminal, Marcus Vinícius de Oliveira Elias, condenou Isaque a sete anos e quatro meses de prisão. Emerson Antunes Machado, 22, o “Alemão”, que estava junto com os outros três acusados e que também havia sido denunciado pelo Ministério Público, foi absolvido. Ele ficou onze meses preso e ganhou a liberdade após a absolvição.

Isaque Baptista pegou uma pena mais leve do que a prevista na denúncia do MP. O juiz acolheu o pedido da defesa e desclassificou a denúncia de latrocínio para roubo majorado. Já Emerson Machado escapou por Isaque afirmar que ele não tinha conhecimento do assalto.

Processo suspenso – Outros dois acusados de envolvimento no assalto contra o advogado – Ângelo Ramão Bardão Rocha, o “Gordinho”, e Aldair Barbosa Souza, o “Bruno” – nunca foram encontrados pela polícia e são considerados foragidos.

O processo contra eles foi desmembrado e no dia 29 de setembro deste ano o juiz da 2ª Vara suspendeu o processo e determinou o arquivamento dos autos até que os dois sejam localizados.

Gordinho, que tinha aparência física semelhante ao advogado e usava roupas parecidas naquele dia, ajudou diretamente no roubo e levou a caminhonete para o Paraguai. Foi ele que tirou o advogado da cabine e assumiu a direção do veículo. Na mesma madrugada levou a caminhonete para o Paraguai. Aldair era dono do Gol dourado usado no assalto.

Reconstituição do crime comprovou que policial federal disparou os oito tiros que mataram advogado (Foto: Arquivo)Reconstituição do crime comprovou que policial federal disparou os oito tiros que mataram advogado (Foto: Arquivo)


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