A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019

21/10/2019 23:18

Vereadores investigados continuam faltando nas sessões da Câmara

Idenor Machado (PSDB) foi o único dos 3 vereadores reempossados a comparecer na sessão desta noite (21)

Adriano Fernandes e Helio de Freitas
Cadeira de Cirilo Ramão vazia pela 4ª sessão seguida. (Foto: Divulgação) Cadeira de Cirilo Ramão vazia pela 4ª sessão seguida. (Foto: Divulgação)

Os vereadores Pedro Pepa (DEM) e Cirilo Ramão (MDB) faltaram mais uma vez à sessão da Câmara de Vereadores de Dourados, cidade a 233 quilômetros de Campo Grande, nesta noite (21). Esta é a 4ª ausência seguida de Ramão.

Já Idenor Machado (PSDB) que também não esteve presente na sessão da semana passada foi o único dos três vereadores, que compareceu ao encontro desta segunda-feira. Eles são alvos de investigação, sobre um suposto esquema de corrupção na Câmara do município e chegaram a ser presos em dezembro do ano passado. 

Ao ganharem liberdade eles foram reempossados nos cargos, contudo, se os três vereadores retornarem ao trabalho, irão descumprir uma das medidas cautelares da soltura, que os proíbe justamente de manterem contato. Conforme apurado pela reportagem, a defesa de Idenor questionou o Tribunal de Justiça se os investigados podem ou não se encontrarem nas sessões, mas o caso ainda não foi julgado. 

Se o tribunal não solucionar o impasse até o final da semana o vereador pretende entrar com outro habeas corpus, para que ele possa frequentar as sessões na companhia dos outros investigados, sem correr risco de descumprir medidas cautelares. Machado também estaria aguardando o julgamento dos embargos declaratórios apresentados pela defesa dos outros dois colegas. Tanto Pepa quanto Cirilo, não justificaram a ausência de hoje.

Operação

A Cifra Negra investiga suposto pagamento de propina aos vereadores por empresas de tecnologia contratadas pelo Legislativo em processos de licitação fraudulentos e com preços superfaturados, segundo a denúncia. Os contratos vigoraram até dezembro do ano passado. O esquema durou oito anos, ainda conforme o MP.

Os três vereadores foram presos em dezembro do ano passado, afastados dos mandatos e substituídos por suplentes. No dia 19 de setembro, a 1ª Câmara Criminal do TJ decidiu, por 2 a 1, suspender o afastamento dos dois vereadores. Na primeira semana de outubro, o TJ também estendeu o habeas corpus a Idenor Machado.

imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions