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Economia

Preços ficam estáveis em Campo Grande após alta na habitação e queda na comida

Energia elétrica residencial teve aumento de 4,62%, enquanto tomate recuou 30,80%, conforme IPCA de julho

Por Clara Farias | 11/08/2026 12:17
Preços ficam estáveis em Campo Grande após alta na habitação e queda na comida
Consumidores fazendo compra em área de bebidas em supermercado no Bairro Tiradentes, em Campo Grande (Foto: Paulo Francis)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de Campo Grande ficou estável em julho, com variação de 0,00%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em junho, a inflação havia registrado alta de 0,02%. No acumulado de 2026, a Capital soma avanço de 4%, enquanto a taxa dos últimos 12 meses chega a 4,60%.

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O IPCA de Campo Grande ficou estável em julho de 2026, com variação de 0,00%, segundo o IBGE. No acumulado do ano, a Capital registra alta de 4%, e 4,60% nos últimos 12 meses. Habitação foi o grupo com maior alta (1,90%), puxada pela energia elétrica (4,62%). Já alimentos e bebidas recuaram 1,49%, com destaque para a queda do tomate (30,80%). O índice nacional ficou em 0,07% no mês.

O resultado de julho foi influenciado principalmente pelo aumento dos custos de habitação, que subiram 1,90%, e pela queda nos preços de alimentos e bebidas, que recuaram 1,49%. O índice nacional ficou em 0,07% no mês.

Habitação - Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, habitação teve a maior alta em Campo Grande. O setor também foi responsável pelo principal impacto positivo no índice geral, com 0,29 ponto percentual.

A energia elétrica residencial ficou 4,62% mais cara e teve impacto de 0,25 ponto percentual no IPCA da Capital. Também houve aumento no preço do sabão em barra (3,25%), gás de botijão (2,10%), água sanitária (1,66%) e condomínio (1,06%). Em contrapartida, o detergente ficou 1,97% mais barato, enquanto o material hidráulico teve redução de 1,12%.

Com a alta de julho, habitação acumula avanço de 6,28% no ano e de 7,56% em 12 meses. Entre as capitais e regiões metropolitanas pesquisadas, Campo Grande teve o segundo maior aumento do grupo no mês, atrás de Curitiba, onde a alta foi de 3,16%.

Na direção oposta, alimentação e bebidas foi o grupo que mais ajudou a segurar a inflação na Capital. A queda foi de 1,49%, com impacto negativo de 0,33 ponto percentual.

Os preços dos alimentos consumidos em casa recuaram 1,14%. O tomate teve a maior redução, de 30,80%, seguido pela batata-inglesa (-26,39%), feijão-carioca (-12,18%) e café moído (-2,39%).

Entre os produtos que ficaram mais caros estão as frutas, com alta de 2,76%, e o frango inteiro, que subiu 1,82%. As refeições fora de casa também ficaram ligeiramente mais baratas, com queda de 0,11%. O lanche passou de uma alta de 0,71% em junho para recuo de 0,41% em julho.

Na área de transporte, o grupo apresentou queda de 0,04%, puxada principalmente pelos combustíveis. O etanol teve redução de 3,80%, seguido pelo óleo diesel (-3,57%) e pela gasolina (-1,16%). Na contramão, as passagens aéreas ficaram 14,71% mais caras e o transporte por aplicativo subiu 5,46%.

O setor de comunicação registrou alta de 0,24% em julho, repetindo a variação observada em junho. Foi o quarto mês consecutivo de avanço. Os principais aumentos foram nos preços de aparelhos telefônicos (0,85%), serviços de streaming (0,82%) e acesso à internet (0,63%). Nenhum dos subitens pesquisados apresentou queda no mês.

Saúde e cuidados pessoais teve alta de 0,21%. Entre os maiores aumentos estão fralda descartável (2,46%), consulta médica (2,27%) e medicamentos hipotensores e hipocolesterolêmicos (1,99%).

Por outro lado, óculos de grau ficaram 3% mais baratos, enquanto anti-inflamatórios e antirreumáticos recuaram 2,70% e exames de imagem tiveram redução de 2,20%.

Despesas pessoais - O grupo subiu 0,08% em julho. O serviço de higiene para animais teve aumento de 2,28%, seguido por cinema, teatro e concertos (0,71%) e empregado doméstico (0,55%). As bicicletas tiveram a principal queda, de 2,88%, enquanto hospedagem recuou 2,37%.

Depois de registrar altas consecutivas desde dezembro de 2025, o grupo Vestuário teve queda de 0,04% em julho. Blusas ficaram 3,33% mais baratas, enquanto sandálias e chinelos recuaram 3%. Também houve redução nos preços de vestidos infantis (-2,78%) e joias (-1,24%). Entre as altas, calças compridas infantis subiram 2,54%, sapatos femininos tiveram aumento de 2,41% e os masculinos, de 1,92%.

Já Artigos de residência apresentou queda de 0,05%. O ar-condicionado teve redução de 3,67%, seguido por roupa de cama (-2,39%) e móveis para quarto (-1,63%).

No Brasil - Em nível nacional, o IPCA de julho ficou em 0,07%, abaixo dos 0,16% registrados em junho. No acumulado do ano, a inflação brasileira chega a 3,44%. Em 12 meses, o índice acumula alta de 4,44%, contra 4,64% no período imediatamente anterior.

Em julho de 2025, o IPCA havia registrado queda de 0,19% em Campo Grande e alta de 0,26% no país.